Reflexões de segunda-feira

Têm sido anos, não longos mas intensos, de conquistas, de batalhas ganhas e empates refogados, não encontro as derrotas. Tenho sido feliz por aqui e espero continuar mantendo-me dessa forma.

Uns dias são melhores, mais assertivos, outros são menos bons, mais esquentados em lume-brando. Sei viver com isso, não sou louco ao ponto de aguardar epopeias a cada dia que me levanto, de uma cama que me aconchega as noites, que me faz chorar lágrimas de saudade a cada primeira hora do dia. Não procuro trilhar um caminho de felicidade abrupta e louca, que não deixe espaço a tristezas. Faz-me bem a tristeza pontual, levita-me em viagens de reflexão, em ponderações que tanto me alavancam para conquistas herculanas. Não são herculanas pela sua dimensão desmedida, são herculanas pela passagem que me fazem para um patamar superior. Aqueles pequeninos passos, quase irrisórios se vistos do céu, que nos levam escada acima, que pé ante pé nos fazem caminhar para a frente.

Não procuro a grande vitória, porque ainda não encontrei o grande campeonato que almejo vencer. Todavia sei que preciso vencer, ir vencendo, para quando acordar de uma existência, até agora vestida de felicidade e prazer, ter a minha grande vitória na soma das pequenas. Que são pequenas apenas porque assim as queremos chamar.

Não celebro hoje uma data especial, que me doutrine a explosão de uma rolha de champanhe ou as fatias simétricas de um bolo catita, contudo tenho em mim uma vontade gigante de celebrar a vida. É segunda-feira e apetece-me encher os pulmões de ar, o coração de paixão e a cabeça de motivação. Não quero encurtar a semana, só desejo bombear a minha vida. Não quero que ela acabe rápido, quero no fim dela sentir que a vivi num instante, que o tempo voou em prazeres sem fim, em ejaculações de vida.

Espero que novas etapas se iniciem, hoje, amanhã ou depois. Não me interessa o dia que as aventuras vão surgir, preocupa-me apenas saber que vão existir. Que serão hoje os meus fogachos de animação, para cada dia ser tão especial quanto possível. Acredito que a vida nos é dada, para ser celebrada.

Estes são os meus pensamentos, as minhas reflexões de segunda. Que todos tenham uma semana superior, pois eu certamente terei.

 

PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste sublinhado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

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Sr Mourinho

Segunda-feira conversava com um amigo que me demonstrava o desagrado por eu aqui não ter posto ainda uma referência a esse grande senhor que é o Mourinho. Apontamos quinta-feira como o dia ideal para eu levar a cabo esse desafio. Teria o acréscimo de lhe poder dar também os parabéns pela passagem do seu Real à final, não há final, mas os parabéns mantêm-se.

Ao segundo penalty falhado pensei para mim: não aguento esperar por amanhã para escrever este texto.

Sei tão bem quanto vocês -os que o aplaudem e os que o assobiam – que ele não é consensual. Avançando por um campo lírico, poderia dizer que é por esse motivo que o admiro tanto, mas não é.  Eu admiro-o pelo mesmo motivo que todos os outros o admiram, que é exactamente o mesmo motivo porque outros o detestam: Ganha muito! Ganha muito dinheiro; ganha muitos trofeus; ganha muitos combates públicos; ganha muitos fãs; ganha muitos amigos; ganha muitos ódios; ganha muitos inimigos; tudo em Mourinho é ganhar, como poderia eu não o admirar?

Poderia reservar aqui algumas linhas para outro português, que hoje verá os dois golos que marcou no tempo regulamentar esquecidos por um penalty falhado, mas não é sobre ele que hoje escrevo. Não é, mas também merecia.

Já amei o Mourinho, ele já me foi indiferente, já o detestei e agora admiro-o e respeito-o muito. A cronologia desta afirmação é a seguinte:

Benfica -> Leiria -> Porto -> Chelsea, Inter e Real

Mas o certo é que em todos estes meus estados de espirito em relação a ele, ele manteve-se brilhante.

Quando o acusam de ser arrogante, eu pergunto-me como é possível sê-lo se continua a vencer, a trabalhar diariamente em novas metodologias, em novas formas de conquistar o melhor dos jogadores, da sua estrutura e dele mesmo. Por vezes pergunto-me também se eu é que não seria arrogante se estivesse no lugar dele.

Não é novidade que sou um grande entusiasta dele, mas tornando-o tao palpável, como este texto proporciona, sei que abrirei o meu peito a balas. Criticas que serão feitas à minha admiração, com o objectivo longínquo de o atingir a ele. Mas certeza existe apenas uma:

Mesmo com o dia de hoje, ele ganha como o caraças!!