As dores do amor.

Nada importa mais que a saudade. Estirpe do bater do nosso coração, refulgente como um bico de fogão, calcorreia-nos como se tudo o restante fosse saibre, caminho a ser pisado.

É angustiante e comprovadora, é posse do melhor e do pior. Lágrimas são apelido do meio, ao meio, aperto. O sol nunca deixa de brilhar, reveste-se é da cor do nosso coração, ora mais laranja ora mais cinza. Sô doutor, dói-me tudo, é as costas, as pernas, não posso dos dorsos, até se me treme as mãos. Dói-lhe é o coração, homem, as saudades!

E as saudades são a dor do amor. E o amor sem dor é como o carro sem o motor. Não anda.

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Caminho da erudição

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Escrevinhar neste mundo partido,
É o mote de solidão, o trilho conhecido.
Não existe confusão entre sozinho e só,
Ambos destroem, ambos fazem pó.

O mundo das fronteiras inalcançáveis,
Torna-se volátil, faz feridas inconsoláveis,
Nos que desdizem a ignorância e catam a erudição.
São dissemelhantes, ainda que fruto da mesma nação.

Em Nemésis, do Roth, ele pensa e luta,
Cogita, enfim, ao ritmo da sua batuta.
Na senda alternativa, na da ignorância,
Não há dor, meramente insignificância.

Perdem os lutadores da cabeça,
Mas conquistam os sonhadores da lindeza,
Ao saber que daqui à imensidão,
Vai somente o caminho da erudição.

Ral
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Amor, amor.

garota de ipanema, mulher,Eu gosto do amor.

Gosto de gostar, de venerar.

Do que me faz sentir e existir.

É como renascer sem saber o que é viver.

Dizer Amor, é chamar pelo quente do nosso fervor,

É dizer olá a quem nos fez sorrir.

Amar é estar como estamos, sem saber que estamos.

Dizer que amamos, sem saber que isso é o que nos habita no escuro e nos completa na luz.

Ai, amor. Amor. Amor.

É sempre assim, um texto repetido. Amor e amor.

Exaustão, repetição, sofreguidão e bênção.

É rimar sem rima, conjugar sem verbo. É amor.

Eu sinto amor, é vermelho e espesso.

Corre-me nas veias.

Não me fazem a transfusão, mas delegam-mo nas pequenas coisas.

Nas flores colhidas, nos beijos aquecidos, nas carícias amaciadas.

Amo, amor. É sempre assim, amor, amor.

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Saudade é única

saudades, partida, sentimento, únicoSaudade é o sentimento sem nome, o aperto do coração que tem dificuldade de se descrever em palavras, em verdadeiras narrações. É abstracto e doloroso, na certeza das sensações boas.

É um sentimento antagónico, que dói, faz sofrer, espernear e chorar, mas que só existe pelas vivências indulgentes, pelas pessoas que nos fazem bem. Jamais sentimos saudades de quem nos fez mal, de quem pouco nos acrescentou. Sentir saudade é escrever nas linhas do vento, com palavras mudas: amo-te; adoro-te; desejo-te; quero-te; és especial; jamais deixarás de ter o teu canto no meu fulcro.

Eu amo e sinto saudades. Saudades dentro do amor, em escassos momentos de ausência. A saudade não é exclusiva dos que deixam de ver, dos que sabem que partiram, saudade também é do agora para o depois. É uma equação com um denominador comum, o amor, seja de que tipo for, porém dispõe de diversas variáveis que influenciam o cálculo e, respectivamente, o resultado. As minhas saudades não iguais às tuas, garanto-te! Podemos ter o coração a palpitar apertado, pelo adeus à mesma pessoa, que as nossas saudades não são iguais. Todos sentimos saudades, mas elas são únicas, pessoais. Cada pessoa, feita do seu tecido de pele e vida, transforma a saudade num sentimento uno. Sem replicações!

Saudosos são os tempos, como os corações apaixonados. O amor não vive só do beijo na boca, do aperto dos corpos, também se sente na palavra amiga, no abraço terno, na amizade pura. Saudades existem dos amores, amigos, familiares e desconhecidos que nos completam os dias. É um sentimento forte como uma montanha em avalanche, porém que se doma, que se torna mais brando. Mais brando não é desparecido. A saudade é eterna!

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Cristiano Ronaldo, o Robocop!

Se acho que ele devia falar menos? Acho. Se acredito que podia falar melhor? Acredito. Se sinto que ele se mete em batalhas que não são dele? Sinto. Mas isso não altera o resto.

No espaço de um mês, ou pouco mais, já o vi deslocar um ombro, sem atirar a toalha ao chão, a correr para dentro de campo, a fazer golo em pleno Camp Nou e a jogar o resto do tempo com o braço pendurado, em claro esforço. Mas isso não lhe era suficiente, o raio do fenómeno, queria mais. Ontem arrecada uma cotovelada, rasga a cara, sai do campo, despe a t-shirt, é cozido ali mesmo e regressa lá para dentro. E faz o quê? Marca golo, pois claro.

Os pequeninos, aqueles muito invejosos, vão dizer: Au, deslocou! Deu um mau jeito; Txii, rasgou a cara! Foi um cortezito! Contudo, é para esses mesmos que ele se faz melhor todos os dias. Eu sou fã, não tenho outra hipótese. Jogadores fenomenais, felizmente, já vi muitos. Já assisti aquela explosão do Ronaldo brasileiro, aquela classe de lã do Zidane, aquela inteligência do Figo, aquele deslumbre do Ronaldinho, aquele critério do Iniesta e Xavi, aquela magia do Messi, porém, estirpe como esta, entrega como esta, por norma, só se vê nos que dão fruta a meio-campo ou lenha na defesa. Raramente, ou nunca, se vê um jogador que alia um entrega de ferro a uma classe de melhor do mundo. Não me lembro de nenhum. Ele é uma maravilha, é um pedaço de história viva. E, ainda assim, a maioria, dos seus conterrâneos portugueses, em vez de beber este fausto a que temos direito, prefere criticá-lo e enaltecer o dom que nasceu com o Argentino.

O da américa do sul é bom, é fora de série, nunca questionarei isso e sempre apreciarei cada jogo seu, todavia ninguém me tira da cabeça que este Ronaldo, este nosso Ronaldo, é fruto de um filme de ficção científica. É o Robocop, com categoria, do futebol.

Apreciem, suspeito que como ele nunca mais haverá. E é português, porra, não invejem! Pasmem, prezem e gratifiquem, é dos nossos e não o encapota. Diz!

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Hoje acordei assim…

Com vontade de mudar o mundo! Não sei bem o que é o mundo, ou sequer onde ele se situa, mas estou com uma vontade louca de transmutá-lo.

Sinto, por vezes, este sôfrego de alterar. É inquietante a forma como, a insânia de querer fazer a nossa presença ser notada, nos pontapeia no ego. Dá-nos momentos de angústia, de desgaste da auto-estima, quais pneus queimados de longas viagens. Vivemos numa jornada, afinal.

Não sei se é bom, ou mau, o pensamento exagerado, o desgaste mental de pensar mais no que não se tem do que no que se tem, contudo isso é o quinhão, a chave, da nossa ignição de mudança. Não sou exageradamente pensativo, por norma, vivo embebido em agradecimentos pelo que a minha vida tem sido, e me tem dado, porém faz bem avaliar-me por baixo, em determinados momentos. Atiça-me.

Sou feliz e, até, já fiz umas coisas giras: já conquistei – fosse por amor ou amizade – umas pessoas incríveis; induzi orgulho aos meus pais, quando a esperança se desvanecia; e trabalhei, e trabalho, em coisas que me acariciam o ego. Do que posso eu reclamar? Do que não tenho, claro.

Acho que o erro comum é desvalorizar o que se tem, para se sair à procura do que não se tem. Eu não o faço, recuso-me. O facto de eu querer mais, e mais, não desvaloriza, em nada, tudo o que tenho. Conquistei com perseverança ou foi-me oferecido com amor, como poderia ousar desdenhar isso? Eu quero mais, é certo, mas apenas porque já tenho um mundo, que me enobrece, às costas.