Rebanho

Olho para o caso Sócrates e para o post do Nuno Melo e fico tão feliz como uma criança quando deixa cair o algodão doce.
Se o Sócrates é um mentiroso, a mesquinhez do post do Nuno Melo não é mais digna de elogio.
E é por isso, pela certeza que de um lado e outro nada aprendo, que me deixo andar ao rumo do meu trabalho, à crença, por vezes triste, dos meus sonhos. Que política é coisa de jogos públicos de ódio, sanados em jantares do Ipanema Palace e passeios na margem do Sena.
Com a máxima educação, que se danem os que são corrompidos pelo sistema imposto. De ovelhas está o rebanho cheio.

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Coisas de advogado…

Anda aí polémica com o escritório de advogadas que, qual série americana, fez um filme de apresentação todo faustoso, reluzente à vista desnuda dos sensíveis ao glamour, em que refere a qualidade do escritório. E para a ordem dos Advogados é imperial que se fuja à publicidade, que jamais se refira qualidade.

Quem sou eu para me meter em assuntos desses, mas sendo as televisões e jornais, em mediáticos julgamentos, que podem fazer publicidade, não é de admirar que apareçam sempre os mesmos, não é? Mais vale um escritório com contactos nos Media, que um escritório moderno que pretenda comunicar com o exterior e tenha bons profissionais – não tendo segurança que é esse o caso deste escritório.

Bem, conforme disse, não sou ninguém para falar destas coisas, mas para mim é óbvio que a concorrência nunca fez mal a ninguém – excepção, claro que está, aos fracos mas dominantes.

Posto isto, alguém me lembra quantos casos, ultimamente, ganhou o senhor casos mediáticos?

Ral

 

Não há razão sem contradição…

O maravilhoso, depois de tudo isto, jornalistas britânicos a equiparam a cidade do Porto ao terceiro mundo, indignações com a Pepsi e defesas à falta de sentido do humor dos portugueses, Blatter e não Blatter, Ronaldo melhor do mundo e Ronaldo arrogante, o que prevalece é que ninguém nos percebe.

Há a manada e a há a contra-manada, como se nenhuma fosse manada, como se os outros é que gostassem de se guiar sempre pelos mesmos barroquismos e nós não. Há os que se expressam melhor e os que se expressam pior, os que ofendem e os que não ofendem, mas, no final, há sempre o sentimento de dever cumprido. E, sabem que mais, isso é que vale! Que se dane a razão, que se dane o apoio popular e erudito, vale a pena é viver. E viver é isto, não haver razão nenhuma que não tenha contradição!