Não sou…

Não sou perfeito; não sou tudo o que pretendo ser; não sou sempre simpático; não sou de sorrir a toda a hora; não sou o que muitos esperam que eu seja; não sou sempre o que espero ser; não sou de hipocrisias; não sou sempre imune a hipocrisias; não sou melancólico; não sou de esconder lágrimas; não sou sempre conciso; não sou estupidamente interessante; não sou desinteressante; não sou uma recta que não tem oscilações; não sou simplesmente curvas; não sou antipático; não sou de tristezas demasiado prolongadas; não sou de alegrias desconexas; não sou de me deixar ficar; não sou de me contentar com pouco; não sou de grandes euforias exteriorizadas; não sou de ter segredos meus; não sou de me calar; não sou de me felicitar em demasia; não sou de ficar muito tempo em casa; não sou de rotinas; não sou de desenhos de futuro demasiado extensos; não sou de planos rigorosos; não sou de controlar obsessivamente; não sou capaz de não perguntar pelas pessoas de quem gosto; não sou muito de falar ao telefone, por muito que fale; não sou de esconder que gosto de redes sociais; não sou de negar que tenho valor; não sou modestozinho; não sou de esquecer a importância que as pessoas têm na minha vida e no que conquisto; não sou de me achar o homem mais feio do mundo; não sou de me achar o homem mais bonito; não sou de escrever estas coisas; não sou de me esconder; não sou de ficar aquém do que quero ser; não sou de viver sem muitos amigos; não sou de viver sem conquista; não sou de viver sem sedução, seja ela em que patamar for; não sou de estar muito tempo sem conversar; não sou de achar piada a quem se queixa a todo instante; não sou de ficar indiferente a um desabafo; não sou de revelar segredos que me confidenciam; não sou de saber em demasia a vida dos outros; não sou de imparcialidades; não sou de opiniões vincadas, em conflitos agónicos; não sou de dar a opinião em todos os temas; não sou de grandes timidezes; não sou o mais à-vontade deste planeta; não sou capaz de resistir a cafés em exagero; não sou de resistir a um bom gin, whisky ou cerveja com amigos; não sou de negar um favor que me peçam; não sou imune a modas; não sou muito arrumado; não sou muito organizado; não sou muito de firmeza no que sou; não sou muito constante.

Eu não sou isto… agora resta-me descobrir quem sou!

PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste destacado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

 

 

Arrogantes

Conhecer o mundo é impossível, acho. Podemos viajar muito, mas haverá sempre detalhes inalcançáveis. A mente das pessoas é longínqua, impossível de alcançar.

As pessoas são o mundo ou o mundo é das pessoas? Eu acho que os felizes e audazes são o mundo, os outros são os que vivem nele. Os vizinhos. Os que logram roubar ou aproveitar algo dos que concebem. É triste, contudo acho que é assim mesmo. Uns vivem, outros vão vivendo.

Não gosto quando me respondem a um tudo bem com um vai-se andando. Que enfadonho.

Sou magnetizado por pessoas que por muitos são vistas como arrogantes, gosto da aproximação mental aos que se sentem, e por norma são, capazes de mudar o cosmos. É irreverente e motivador, porra. Alias, para mim, arrogantes são os que se gabam do que não fizeram. Os que usam da sobranceria quando nada lhes aufere esse direito. Os que precisam de ajuda e espezinham. Esses sim são arrogantes.

Os outros? Fazem-me bem. Não por querer ser como eles, mais até, por querer ir buscar coisas deles que melhorarão quem sou. A intrepidez, por norma, encontra-se nessas pessoas.

É tarde, amanhã levanto-me cedo. Só vim explanar um pensamento, apeteceu-me.

Tecnologias

Acho giro estar a escrever para vocês, a pensar em vocês, numa hora que nem imaginam se irão ler este texto. Fico logo magnetizado por estes pensamentos. Um pouco parolos, eu sei.

Escrever é um prazer indescritível, como creio que vocês começam a perceber. Não, obrigatoriamente, pela qualidade do escrevo, refiro-me mais à quantidade em que escrevo. Por agora, nunca me farto de criar, de escrever. Posso até confessar que nos dias de menor inspiração, são os dias em que mais escrevo, em que mais procuro produzir. Obrigo-me a chegar a um nível aceitável, aos meus olhos. Nem sempre consigo, claro, porém penso que isso é o maior instigador para mantermos o prazer no que fazemos. A sensação que falta sempre algo é o liquidificador do nosso desejo.

Hoje que não poderei andar pelo computador, tampouco pela net, graças às tecnologias, deixei ,desde ontem, este texto disponível para vocês. Acho isto delicioso. Sinto-me mesmo pequenino, que como já vos disse adoro. Venero tudo o que me remeta para o meu sítio, que me faça sentir o quão insignificante eu sou. Poderá, porventura, vos parecer ridículo dizê-lo, até senti-lo, mas acreditem que é dessa pequenez que vou buscar armas para gozar os prazeres da vida. Mais ainda neste caso, que posso usar, a minha pequenez, em proveito próprio. Sou um fã das tecnologias.

Bem sei a inconstância das opiniões, em relação a estas evoluções tecnológicas, no entanto para mim é muito mais solúvel a certeza das vantagens que elas trazem, do que a mesquinhice das desvantagens. Normalmente adopto uma postura, tenuemente, defensiva e pouco rígida nas opiniões que teço, contudo neste caso não consigo fazê-lo.  A informação aparece a rodos e sem triagem? Certo, mas é preferível ter muito e ter que seleccionar ou ter pouca e condicionada? Parece-me óbvia a resposta. Demasiado tempo ao computador? Acredito que também aconteça, mas será isso um problema da tecnologia ou social? Propagador de más influências? Então e não é, de igual forma, de boas? Neste caso, o problema não é a internet, é claramente a personalidade – em falta.

Peço desculpa, por este afinco em defesa das tecnologias. Estou em êxtase, por mesmo estando longe, poder estar, agora, aqui com vocês.

 

O raio do destino…

Podia ter sido tão feliz, podia ter conquistado o mundo, podíamos ter ficado juntos para sempre… mas o destino não quis!

O destino é tramado!

Ele é totalmente abstracto, mas veste-se de rigidez, para arcar com as culpas das falências, de milhares de seres espalhados por esse mundo, por esse planeta. O destino é danado! Eu não o conheço, não o consigo tocar, mas conheço tantas pessoas que já viram a sua vida destruída por ele. Será ele um Deus do mal? Omnipresente e maldoso? Maléfico e perverso?

Nunca ouvi ninguém elogiá-lo, dizer que conseguiu isto ou aquilo, conquistou este ou aquele, porque o destino assim o quis. Nunca, nunca, nunca. Ouço sim que perderam isto ou aquilo, não conseguiram conquistar este ou aquela, porque o maroto do destino lá se pôs no caminho. Esse malvado, o destino. Por que é que ele não junta as pessoas? Por que é que as pessoas só falam dele quando roubou algo?

Ele é um bocado larápio, não é? Rouba a vida, a felicidade, às pessoas. Eu não o conheço, mas pelo que ouço falar dele não tenho curiosidade nenhuma, também. Pensando bem, até tenho. Eu, qual psicólogo, imagino-o como um coitado, frustrado e desesperado, por arcar com as frustrações de um mundo inteiro. Cansado de viver. Cansado de viver as frustrações dos outros.

Ele não será como um amigo imaginário? Na infância, criamos esses amigos, com nome, traços de personalidade, que servem para nos acompanhar, para nos dar alegrias que, nos momentos a sós, não seriam possíveis, de outra forma. Na idade adulta, criamos o destino, igualmente imaginário, mas sem traços de personalidade. Pois, não convém que ele tenha personalidade. Não convém porque se a tivesse não aceitaria ser culpado por todas as frustrações sem ripostar, sem exclamar que tu e tu é que se deviam ter mexido por isto e aquilo e não culpá-lo a ele pelo que não fizeram.

O raio do destino… é o amigo imaginário dos pouco audazes!

 

PS – Já sabem que para saber mais sobre o livro que, em princípio, irei lançar, é só passarem aqui: https://www.facebook.com/groups/118634761614210/