GRITA, QUE EU AMO!

gritar, berrar, amar

Grita, meu deus, grita!
Grita, pois eu só não fico.
Não posso ficar,
Tenho muito mais para amar.

Sou dono de mim,
Até ao cume da voz que me trazes
De dentro, bem do cerne
Da minha nobre conquista.

Conquistei no olhar,
Mas também me perdi no viajar.
Fui a leme das boémias que partiram
E não mais pude voltar.

Um dia voltarei, claro,
Contudo não sei se a hora será divina.
Talvez seja só morta,
Só mais uma.

Na verdade, pouco me rala,
Quero somente revir,
Voltar a chegar
Ao local de onde um dia parti.

E, aí, poderás gritar,
Espernear e maldizer,
Mas jamais poderás me afastar
Deste meu destino que é amar!

Ral
http://www.bubok.pt/livros/6257/Realidades

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