Porto, melhor destino europeu, outra vez!

Porto

Queres francesinha? Não, hoje vou nas tripas. Depois digiro-as a caminhar da Baixa à Ribeira, com um socalcozito pelos Aliados. Olha que também tens os mercados, estão renovados. Bem sei, mas não há pernas que aguentem, um passeiozinho de cada vez, que a cidade é para ser aproveitada aos pedaços, a saborear. E depois? Depois, é um café de digestão, sentado à beira rio, para regressar cá acima, que não estou para desperdiçar uma noite de Galerias. De uma ponta à outra, com desvio pelo túnel de Ceuta, festa é o que não vai faltar. E a Alfândega? Ai, que diabo, lá estás tu. Tudo de uma vez é perder pedaços. Aos poucos, confia. Eu confio, mas e os outros? Também confiam. Como sabes? Não se esqueceram da Foz. Como assim? Pensaram na Foz, nos Clérigos, na Sé, na Baixa, nos Aliados, em São Bento e na Batalha, na Ribeira e nos mercados, entre tantas outras ruelas e coisas mais, e fizeram do Porto, outra vez, o melhor destino europeu. Outra vez? Sim, ganhou hoje e tinha ganho em 2012. Carago, então é a valer. É mesmo. É como tem que ser, como o Porto merece.

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Amanhecer no Porto

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Desabrocha cintilante de uma luzência escura,
Reflecte fresco num pórtico de candura,
Ai, como eu amo este Porto dos leões,
Que ainda está, por ora, sem confusões.

Deslizante, em critério assumido, segue o vento,
A galope do seu timbre sem tento.
Quem sabe, irá desaguar à Foz,
Uma praia que seduz algo de nós.

Baralham-se os sentidos com a vante quietude,
Que nos leva em viagem pela plenitude.
Sem vozes, desordem ou companhia,
Esta cidade deserta entrega nostalgia.

Faz sentido assim ser,
Com as pálpebras dormidas, é o melhor de acontecer.
Reluz a luminária, vinda do éter apaziguador,
Que, sem o aspirar, faz de mim mais sonhador.

Com carreiro livre, estrada limpa e pessoas arrumadas,
Caminho como rio em dia de enxurradas.
Livre, leve e de coração ocupado,
Levitando para mais um dia preparado.

No meu coração,
Levo a Foz, o Douro, os Clérigos,
A Cordoaria, os Aliados,
O Bolhão e até o São João.

Ral
http://www.bubok.pt/livros/6257/Realidades

Porto, o belo e fascinante Porto: a zona com mais falências

Seguindo uma lógica, uma triste lógica, o aumento das falências em Portugal este ano em comparação com o transacto, em igual período, é relevante. Juntando a esta, pesarosa, notícia acumula-se outra: Porto, a região do país com mais falências.

Fiquei contrafeito. Pela proximidade geográfica à minha residência, assim como ao meu emprego, e não deixando de lado o encanto que nutro por esta, bela, urbe. O meu clubismo em nada influencia esta paixão.

Assim, não consigo deixar de me perguntar: Mas é mesmo o Porto onde há mais falências? Aquele Porto onde num instante passamos da Trindade para os Aliados, descendo, enquanto absorvemos uma nostalgia, que só os que por lá passaram podem decifrar? Aquele Porto que na histórica estação São de Bento acolhe, diariamente, milhares de pessoas que se dirigem para as aulas, para os empregos, para as compras, para passear ou simplesmente para mais um dia? Aquele Porto de onde podemos observar o Douro da Sé? Aquele Porto que permite palmilhar uma Ribeira que nos deixa embeber as energias do rio ao mesmo tempo que prezamos as marcas do, consagrado, Vinho do Porto, que caprichosamente se colocam do lado de Gaia? Aquele Porto onde nos deixamos levar pela imponência da arquitectura do Gustavo Eiffel? Aquele Porto onde podemos passear, de mão dada ou num grupo de amigos, numa Foz, que não sendo uma praia formidável é atraente por tudo o que simboliza? Aquele Porto onde existe um “Queimódromo” para os jovens estudantes, e não estudantes, exaltarem a felicidade de viver os melhores anos da sua vida? Aquele Porto onde existe uma Boavista, com casas que pertencem ao imaginário de todos os que por lá passaram, onde se respira glamour e onde se vai poder encontrar uma, bela, Casa da Música? Aquele Porto em que podemos entrar no mundo de Serralves? Aquele Porto onde existe um mítico mercado do Bolhão? Aquele Porto do emblemático Piolho, que simboliza a irreverência da juventude e da cidade? Aquele Porto que numa praça tem os leões a defende-lo? Aquele Porto que tem uma das zonas industriais mais alegradas do país? Aquele Porto que na baixa, à noite, se dissolve num misto de estilos, que vai do metaleiro ao cliente do Twin’s? Aquele Porto onde se encontra um Coliseu com concertos memoráveis na sua biografia? Aquele Porto que possui um Campus Universitário, que dia após dia, fornece ferramentas a jovens que carregam em si o sonho de conquistar o mundo? Aquele Porto que tem uma parque da cidade, qual Central Park português? Aquele Porto que mistura as cores sombrias das casas com a alegria de um rio que o mergulha? Aquele Porto que me conquistou? Aquele Porto que tem tantas mais coisas que eu aqui podia narrar?

Não consigo deixar de me questionar sobre tudo isto! Oh, belo, Porto!

Finalizando, e sem ligação aparente, apresento-vos o meu inicio de dia:

Na busca de uma energia que nem sempre é fácil de descobrir, em dias como os que vivemos!