Nélson Mandela

nelson mandela, mundo, melhor, extramundano, incrívelHoje apeteceu-me escrever um título simples, que em si leva um mundo melhor. Um nome, uma personagem, uma pessoa, uma história que ficou diferente.

Vivermos os mesmos anos que Nélson Mandela é coisa para nos orgulharmos, seremos elementos neutros e desconhecidos de uma história que se falará por séculos, mas seremos, ainda assim, história. Devemo-lo a ele. A um homem que, por vezes, não merecia ser chamado de homem, não devia estar associado a pessoas que tão mau uso dão a esse desígnio. Se nós, comuns mortais, somos homens, o Mandela devia ser outra coisa, ter uma significação somente para ele. Não é justo ser visto como um igual, por muito que ele tenho lutado toda uma vida por igualdade. Merece que o paraíso se enobreça a quando da sua chegada. Merece ser o Sir Mandela do céus, quando a sua hora chegar. Ele deu-nos uma hora a todos, esperemos que a dele não seja sôfrega. Que descanse e parta sem o sofrimento a que se infligiu para uma existência mais vivaça de tantos outros.

Quem não conheceu Nélson Mandela, como eu, pode visitar todas as partes do mundo que faltará sempre uma maior. A dele. A que não é terra nem mar, mas alegra a terra e o mar. Igualdade é, hoje, um direito, ou assim se espera, e a ele muito se deve em relação a isso.
Não sei quando partirá, quando findará a respiração que, ao que parece, lhe é cada vez mais custosa, mas no dia que for, deixará para trás, como uma tapete que arrasta, a marca de um mundo melhor, de um mundo que deveria ter um qualquer cunho de Mandela. Mundo Mandela, oceano Mandela, não sei. Sei que uma rua será pouco, um hospital justo e, ainda assim, escasso. Mandela merecia um mundo melhor na hora de partir. Ele ainda não foi, temos tempo. Vamos a isso?

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Gratidão é o contrário de ser ingrato

gratidão, agradecimento, reconhecimentoSer grato é o contrário de ser ingrato, e ser ingrato é o oposto de ser grato. Fácil assim, sem ciência, sem complicações, sem palavras caras do dicionário dos ricos.

Não é preciso ser escritor para alcançar o pulsar de uma gratidão, para ver um sorriso de quem fica sem palavras para soletrar os vocábulos do agradecimento. Um abraço é grato, muito mais que uma prenda da Chanel embrulhada num papel de cor viva, com um laço do tamanho do mundo. Um beijo, um roçar de lábios na face, um deslizar de pele carnuda por pele brilhante, é um éter de sensações boas, de afagos do reconhecimento. É um agradecimento, pois claro.

Vivemos num mundo que a própria desgraça, vestida com fatos de marca e cheia de cultura, nos diz que devemos trabalhar mais e ganhar menos, que devemos sacrificar-nos por uma causa que não conseguem decifrar em palavras ao alcance de leigos, do povo, da génese da população mundial. Dizem-nos: coitadinhos, são tão valentes. São o melhor povo do mundo.

Somos? Então, onde está a gratidão? Não queremos um rio que desce pela encosta a jorrar dinheiro, queremos o básico, o mínimo. Queremos sentir que quem leva o leme, do nosso rumo, se mostra orgulhoso. Relembro, ser grato é o contrário de ser ingrato. A admiração, o êxtase que leva alguém a chamar o outro de melhor, de valente, vê-se no olhar, nos pequenos gestos de uma mão que não se sabe onde pôr, de tão estendida que está. Em vocês não se vê isso, não o demonstram. Não o sentem.

Não digam que são gratos ao nosso esforço, nós é que somos gratos à textura da nossa pele, à força do nosso íntimo, do caminho que criamos de dentro para fora. Agora, dizer que em vós existe gratidão é mentir. Gratidão é outra coisa, é o contrário de ser ingrato.

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Balanço

DSC06812Com o ano a chegar ao fim, só posso fazer um balanço assombroso. Tudo melhorou, nem só com rosas, mas com uma vontade avassaladora de caminhar para a frente. Não sei, sequer, se este ano podia ter sido melhor.

Pessoas extraordinárias pautaram os meus dias pela alegria, mostraram-me raios de luz por entre trovoadas e temporais; aquecerem-me ao centro de rajadas de vento frio. Poderemos ser indivíduos incríveis, contudo só rodeados das diferenças dos amigos, do amor das namoradas, das sensações das famílias, almejaremos potenciar isso. Com alguns, importantes, hoje mesmo brindarei a isso. Levantarei os copos para emergir a nossa felicidade, o nosso respeito e a nossa amizade e amor. Com outros, ao longo dos dias, o farei com o igual vontade.

Emagreci. Emagreci muito este ano, não para esquelético, apenas para o que me parece mais saudável. No entanto, foi um ano gordo. Tornei-me outra pessoa, dentro da pessoa que sou. Pelos projectos que me fizeram sonhar, em que os mais próximos, os verdadeiros, os realmente importantes, me fizeram sentir que valia a pena tentar. Que quem sabe poderiam resultar. Resultaram, mas sabem? O que levo não é isso, é a marca da vossa esperança cravada no meu coração. Se ele sempre palpitou, agora bombeia.

Não desejo que o cosmos se unifique para me aclarar o ano de 2013, desejo, sim, que ele me permita ter a força de espírito, os amigos, a namorada, a família, para me manter viva esta chama de viver. Para perpetuar esta sede de abraçar o mundo. Para vocês, votos de um 2013 expectante de projectos, vasto de felicidades, repleto de sucessos.

Para quem me conhece, com o caminho dos anos, sabe que eu não poderia terminar de uma forma que não dissesse: que o melhor de 2012, seja o pior de 2013.

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Obrigado, amigos, obrigado mesmo!

O livro sairá, em princípio, em Novembro. Saibam mais informações em: https://www.facebook.com/groups/118634761614210/

Existem momentos que sabemos, à partida, que se eternizam. A memória é selectiva e fria, mas também brinca aos jogos do coração. Quando ele aquece e nos esquenta todos, por dentro, sabemos logo que a cachimónia analisa e guarda.

Ontem vivi um desses momentos. Estava em brasa por dentro, o meu correr das veias parecia uma panela ao lume. Vaidoso que só visto, não tenho como esconder. É tão gratificante ver olhos a centrarem-se em nós, sentirmos meses de trabalho/prazer a levarem algo às pessoas. Acredito que muitas tenham ouvido os textos na velocidade da lua, em movimentos nocturnos e passageiros, contudo o simples facto de naquele momento terem atentado em mim encheu-me de brio. A voz em alguns momentos tremelicava, como as louças da minha avó quando em menino chutava a bola. Sentia ali espasmos de felicidade, corricados por um nervoso miudinho grande, grande.

Chega-me de presunção, estou aqui em palratórios sobre mim, sobre o quanto estou orgulhoso, que estou, mas o que eu queria dizer é que nada se faz sem amizades, sem pessoas que são esteiros em vidas altivas. Eu tenho desembrulhado o papel da dádiva da vida, com amizades, amores, parentescos e pessoas ocasionais, que fazem de mim rico, tão rico. Dinheiro, é um facto, não tenho muito, porém alimento para o ego, para o sorriso, para o palpitar ardente do íntimo, não me têm faltado. Sinto um desejo grande de agradecer a todos, sem excepção. Eu sou um resultado de todos vocês, da forma como me perdoam os erros, como me elogiam os feitos, como me apoiam na adversidade, como me fazem sorrir na tristeza e chorar com a alegria. Já sabem que a minha textura é aveludada por cada raio de sol, que sai da vossa amizade.

Sou uma espécie de pano de mesa, que se ajusta ao sítio onde cada um de vocês se senta. Sem vocês não seria nada, seria um pedaço de cinza que o vento empurraria, que o sol queimaria e a vida engoliria. Obrigado, amigos, obrigado desde o cantinho mais profundo deste coração que tanto vos admira.

 PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste destacado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

Sentes?

Aquele toque, aquela textura, aquele movimento de corpo, aquela agilidade, aquela força… aquele golaço do Ronaldo, carago!!

Grande Portugal. Tenho dito.

Estou orgulhoso, não do futebol, da entrega e do querer. Correram, suaram, defenderam e atacaram, abraçaram-se, caminharam unidos e festejaram juntos. Existe, sempre, o que se destaca, o que dá a machadada no marasmo, o incrível, mas isso não retira valor aos outros. Pelo contrário, aliás. Eu não sou treinador, dificilmente alguma vez serei, todavia sei que um dos segredos do sucesso é a capacidade de indicar a cada um o seu papel, sem o menosprezar. O Paulo Bento creio que está a conseguir. O Ronaldo está a ajudar, claro. É um portento, digam o que disserem, esperneiem o que espernearem. Há também o Coentrão, o Moutinho, o Pepe, o Meireles, os que vão entrando e os que não entraram, e todos os outros. Estão juntos, isso vale muito.

Tenho falado muito de futebol, não há como evitar, sou homem. Contudo, eu vejo naqueles rapazes além do futebol. Por muito que o Miguel Sousa Tavares me criticasse, se lesse este modesto espaço. Não, não são navegadores, nisso concordo. Vejo é neles um análogo do que deveríamos ser enquanto povo, ou quem sabe até somos. Unidos, estupidamente confiantes, arrogantes, quando assim temos que ser, e mágicos, bons. Existe, inevitavelmente, a fatia do bolo destinada à estupidez. Primeiro, porque somos mais felizes na parvoíce. Oh se somos. Depois, porque só essa inconsciência nos permite acreditar que podemos levar de vencidos os grandes. E levar mesmo. Como Portugal fez no Euro, como Portugal devia fazer na Europa – se é que me faço entender. Não somos tão bons como este Euro nos está a fazer acreditar, não obstante, não somos tão maus como acreditávamos antes deste Europeu. Vai tudo da parvoíce ou estupidez, que nos alimenta a confiança. No futebol e na vida.

Acho que se nota, hoje estou orgulhoso. Sentes? Que título mais estúpido para falar de futebol e analogias.