Paulino

O conto desta semana é para o enorme Paulino…

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As dores do amor.

Nada importa mais que a saudade. Estirpe do bater do nosso coração, refulgente como um bico de fogão, calcorreia-nos como se tudo o restante fosse saibre, caminho a ser pisado.

É angustiante e comprovadora, é posse do melhor e do pior. Lágrimas são apelido do meio, ao meio, aperto. O sol nunca deixa de brilhar, reveste-se é da cor do nosso coração, ora mais laranja ora mais cinza. Sô doutor, dói-me tudo, é as costas, as pernas, não posso dos dorsos, até se me treme as mãos. Dói-lhe é o coração, homem, as saudades!

E as saudades são a dor do amor. E o amor sem dor é como o carro sem o motor. Não anda.

Que venha um novo ano

Quando tenho tanto que quero fazer, muito mais que sonho alcançar, torna-se complicado fazer rescaldos.

Então, penso assim: Sorri? Pois claro que sorri. Chorei? Pois claro que chorei. Tive medo? Pois claro que tive medo. Rodeei-me de pessoas de que gosto e outras de que não gosto tanto? Pois claro que rodeei. Bati com a cabeça? Pois claro que bati. Encontrei coisas que não esperava e perdi outras dadas como certas? Pois claro que encontrei e perdi.

Então, desejo que 2014 seja, ao menos, como 2013. Que estive vivo não há grandes dúvidas, portanto que a saúde se mantenha, com menos sustos que este ano, se possível, que do resto trato eu. Conforme me compete, aliás.

Feliz passagem de ano para todos e que 2014 vos traga a segurança da vida, para com ela fazerem o que entenderem. Eu quero sorrir e chorar, errar e aprender, arriscar e temer, porque assim é que estarei vivo. A respirar a felicidade que ambiciono.

Certeza das incertezas

Movido pela certeza das certezas, encontro-me cheio de incertezas. Quero empreender, dar um passo em frente. Quero ser mais do que, aparentemente, posso ser, sem deixar de agradecer o que, até então, pude ser. Quero empreender. Estou, de certa maneira, cansado de só parecer ser. Objectivos fazem-me falta. E à falta deles, invento-os. Cadências de pensamentos, interesses de desafios e vontades de vitória, podem ser o caminho. O meu e o de tantos.

Casa de felicidade

casa praia, casa felicidade, crescer, melhorar

A definição de felicidade não é simples, nem poderia ser, quando se trata de algo tão grandioso. Os excepcionais matemáticos tendem a definir as equações como de resolução descomplexa, todavia isso é uma consequência do seu estudo. Assim, os felizes pensam a felicidade como simples e os tristes como complexa.

A felicidade, como tudo o resto, é fruto da aprendizagem. Prova disso, conforme os anos se crescem as noções alteram-se. Em miúdos, na adolescência, necessitamos de conquistar o mundo para sentir um sopro de felicidade e, ainda assim, é um sopro breve, uma sensação contínua de insatisfação. Na idade adulta, porém, basta uma noite à mesa com a mulher que se ama, com o filho a regatear presentes e a televisão a dar novelas, para se sentir que nada mais se podia pedir. Pode ser o crescendo da capacidade de observar os prazeres da vida, ou a resignação da idade, mas a verdade é que não importa. Logo que sejamos felizes, nada importa.

Uma casa de felicidade é um abrigo. Um abrigo que não precisa de ser com quatro paredes e uma chaminé e uma janela e uma porta, basta que seja um corpo que absorva os ventos, os sóis e os mares, as chuvas e as intempéries, como provas de uma existência que vale a pena. Felicidade é isso, não renegar nada. Eu, por exemplo, já vivi dias mais fáceis que estes, contudo isso não me impede de ser feliz. No trágico, pode sempre vir um túnel, nesse túnel uma luz, que não sendo tão reluzente como foi em dias, é mais luz que no dia anterior, o que faz dela a luz mais especial de sempre. Enfim, felicidade é regeneração. É a capacidade de mudar as metas, de abstrairmo-nos das conquistas passadas para saborear as presentes. Felicidade, afinal, é viver. A tragédia faz parte, alavanca a alegria de outros ensejos. Eu sou feliz, mas estudei para isso. Percebi que o mau é mau e nos devemos defender disso, sermos ponderados, mas percebi, também, que o bom é mesmo bom e devemos lutar por ele. O medo faz parte, mas para sermos ponderados e cautelosos, não para deixarmos de viver. Eu tenho medo e sou feliz? Como é isto possível?

Já sei, tenho uma casa de felicidade dentro de mim, que existe com a visita dos habitantes exteriores.

Ral
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Amor de Exaltação

anos de casamento, hino ao amor, paisAmor escreve-se com poucas letras,
Sente-se quente na imensidão,
Não se põe em gavetas,
Leva-se sempre no coração.

Não basta amar uma vez,
É preciso amar cada dia,
Não deixar cair nada na escassez,
Para atingir a alegria.

Amar é respirar, sentir,
Fazer tudo por tudo,
Não mentir,
Ir a fundo.

Não se ama na metade,
Parte-se em muitos, em pedaços,
Mas sempre em verdade,
A aumentar laços.

Chamar amor
É dizer que se quer,
Seja no fervor,
Ou no pequeno prazer.

Amo o amor,
Mas não é somente o amor de definição,
É o amor que acolho no meu pavor
E acaricio na minha exaltação.

 

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Amor, amor.

garota de ipanema, mulher,Eu gosto do amor.

Gosto de gostar, de venerar.

Do que me faz sentir e existir.

É como renascer sem saber o que é viver.

Dizer Amor, é chamar pelo quente do nosso fervor,

É dizer olá a quem nos fez sorrir.

Amar é estar como estamos, sem saber que estamos.

Dizer que amamos, sem saber que isso é o que nos habita no escuro e nos completa na luz.

Ai, amor. Amor. Amor.

É sempre assim, um texto repetido. Amor e amor.

Exaustão, repetição, sofreguidão e bênção.

É rimar sem rima, conjugar sem verbo. É amor.

Eu sinto amor, é vermelho e espesso.

Corre-me nas veias.

Não me fazem a transfusão, mas delegam-mo nas pequenas coisas.

Nas flores colhidas, nos beijos aquecidos, nas carícias amaciadas.

Amo, amor. É sempre assim, amor, amor.

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