O sol que nasce em nós

Não está absolutamente pesado, mas está diferente. Sinto uns nós, de atacas, que não me permitem que o ar circule normalmente. Custa, faço cara de esforço para o ar descer, lento, pelas paredes da minha garganta. O caroço parece estar maior.

É sufoco, portanto. Não estou triste, mas não estou feliz, estou pensativo. Com saudades e medos. Sei o que quero, e quero sempre o que quero. Não existem complicações ou demasiadas derivações. É simples assim: quero o que quero e pronto. Quero-te a ti, claro. Quero-te sempre juntinho a mim, com doces prazeres de vida, com sorrisos de elixir de vida eterna. É a ti que eu quero, como sempre foi, como não me imagino a deixar de ser. É a ti e pronto.

Hoje o sol nasce ao fundo, lá para os lados de Marrocos e vai subindo, devagarinho, devagarinho, até chegar a minha casa. Vem com aquele amarelo alaranjado dele, fica-lhe tão bem. E mexe comigo, faz-me sorrir para ele, como se sorrisse para ti, ele é afinal mais uma coisa em comum entre nós. Vemos, e sentimos na nossa pele, o mesmo sol. São as mesmas estrelas que caiem sobre nós e o mesmo vento que nos sopra. São tantas coisas em comum.

Não vim para aqui fazer declarações, vim sorrir para o que sinto por ti, como sorri para o sol que nasceu em ti e que se vai pôr em mim. Que vai anunciar a chuva de estrela, que vem no reluzente da noite, e nos apadrinha o beijo. O tal beijo, aquele que quero mesmo dar, sorver e oferecer. É o tal beijo que eu quero. Sempre.

PS – Já sabem que para saber mais sobre o livro que, em princípio, irei lançar, é só passarem aqui: https://www.facebook.com/groups/118634761614210/

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