(Re)Começo

(Re)ComeçosUm início de ano diferente! Tirou-me da minha zona de conforto, arremessou-me para o entusiasmo duma nova aventura – onde se multiplicam os erros e as aprendizagens -, ao mesmo tempo que me permitiu viver o meu carnaval. Não podia ter sonhado com nada melhor para este (re)começo. Não porque estivesse infeliz na minha ‘anterior’ vida, porque não estava, apenas porque o desconhecido, o risco e a adrenalina, ainda que sejam desafiantes, só fazem sentido quando temos um rumo. E eu estou a fazer o meu.
Um novo desafio começou, profissional e pessoalmente. Estou feliz. E o resto são peaners. Viva o Carnaval e a vida que queremos viver!

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Carnaval de Ovar

Carnaval de Ovar

Nunca será fácil para quem é de fora compreendê-lo. Nem é esse o objectivo. Vestir calças aos xadrez e camisas às riscas, usar óculos escuros à noite, trajar o casaco dum grupo todos os dias, durante um mês e tal, não falar de mais nada, jantar sempre juntos ao sábado, e talvez à sexta, quem sabe à quinta e até ao domingo. Passear com orgulho a presença num grupo, sabendo que há trabalho para fazer na sede, que a pressão aperta, que a família sofre, que os olhos pestanejam no emprego e as pernas latejam. Sair de casa à quinta e voltar ao domingo. Fazer uma noitada e estar desperto para desfilar logo no fim dela. Atirar os foguetes e apanhar as canas quando ficamos em primeiro, em segundo, em terceiro, em décimo ou em centésimo. Explicar que não vamos “fantasiados de quê”, que vamos a fazer um espetáculo de rua. Dar a entender que todos os caminhos se lotam de pessoas em euforia e que isto não é só um feriado ou uma tolerância de ponto, é uma forma de estar, uma época que é ansiada, uma adrenalina que não é partilhada. Correspondida, mas não partilhada. Vivida, somente!

Isto é nosso. É o nosso carnaval. O que ninguém percebe, mas admira. O que ninguém gosta, mas só até experimentar. Este grupo são os Vampiros, o meu, num ano há algum tempo ido, mas que tão grandes memórias me deixa. O valor é de todos. Todos mesmo, sem excepção. Os elementos, os apoiantes, os foliões e até os desconfiados. Todos eles fazem o Carnaval de Ovar e sem algum deles seria impossível. Portanto, não se esqueçam: desfilem, trabalhem, saiam de casa, bebam copos ou água, reclamem, digam que podia estar melhor, que antes é que era, mas nunca deixem de falar do Carnaval de Ovar. Isso é que faz de nós grandes. Os maiores!
Viva o Carnaval de Ovar!

Olhem aqui o nosso Carnaval!

cartaz(8)Não há inverdade na certeza,
Limpa e acesa,
De uma cidade que se alumia
E onde, metros à frente, não se vigia.

Repleta, apinhada, em enchente,
Chama por nós, pela gente.
E vamos a caminho,
Passo por passo, devagarinho.

Dum lado flores e colmeias,
Doutro zorros e freiras,
Padeiros e escoceses,
Tudo para vossemecês.

Há um corso, real, detalhado,
Feito com prontidão e cuidado.
Um folião merece atenção,
As coisas feitas com dedicação.

Nas noites também há agitação,
No mercado e nas Galinhas há à descrição,
Na Tentzone com mais rigor,
Mas na mesma cheio de vigor.

Nas pessoas vive um sorriso,
Não se cobra, não se paga nada por isso,
São dados, ofertados,
Feitos por uma alegria dos diabos.

Há Estarreja, Mealhada e Torres Novas,
Não nos atrapalha, nem nos põe nas alcovas,
Pois sabemos o nosso valor
E das pessoas só queremos o calor.

São seis dias de Verão,
Com quentura nas gentes e na imensidão
De uma cidade que vale pelo todo,
Mas que no Carnaval ainda tem mais decoro.

Venham a Ovar, os de fora,
Que cá ficam até à ultima hora,
A pensar para vós, no interior,
Que Carnaval destes nem a supor.

Ovar são pessoas, gentes,
Convictas e cientes,
Que no sorriso está o benefício
De uma cidade que faz do Carnaval ofício!

Ovar é vida, sensações e paixões,
Mas venham, façam enchente,
E depois dêem as vossas opiniões,
Minha boa gente!

Ricardo Alves Lopes (Ral)

O país do carnaval

miguel relvas, demissão, país, portugal, carnavalPouco ou nada se faz,

Para se sacudir de lá para fora

Os que fazem dos outros capataz.

 

São muitos, são demais

Vivem para sustentar erros,

Para embeber estupidez

Enquanto nós andamos derreados como freguês.

 

É esta a nossa nação,

Esta pouca vergonha, que nos aperta o coração

Que nos faz odiar

Os que lá estão no cadeirão.

 

Coelho, Relvas e Gaspar

São os nomes sonantes de uma podridão,

De um desajeito que nada nos deixa compreender,

Enquanto vamos indo para o fundo do alçapão.

 

Dizem que a culpa é da União,

Da Europeia,

Mas quem se fode é sempre o povinho,

Que nas eleições vai-se na teia.

 

Falta a escolha,

A alternativa,

A saída para longe,

O projecto que não seja narrativa.

 

Custa, dói

E corrói

Aperta o peito, esvazia o bolso,

E ainda nos torce o torço.

 

É um país sem legislação,

Para os que, no fundo,

Nos fodem a nação.

 

Chega Portugal,

Vamos exigir justiça para o mal,

Que não podemos viver sempre

Neste carnaval.

 

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Presente Carnavalesco (Ep5 – FINAL)

Não pôde combater o cansaço, que lhe embatia por dentro, e entregou-se ao sofá, novamente. Ligou a televisão e deixou as notícias fluírem pela caixinha mágica, perpetuando um som hipnotizador no ar, inebriando-lhe os sentidos e fazendo-o chorar. Estava agora virado para o televisor, sem ouvir nada, e a chorar arrebatadamente – lágrimas de dor, flechas ardentes e resvaladias. Passava-lhe pela cabeça a reminiscência das viagens com a Marta, as férias que fizeram juntos, os simples passeios no Furadouro de mão dada, os abraços com o barulho do mar a bater nas rochas, no Inverno. Era sôfrego o seu choro, sentia tantas saudades. As gotas escorriam em prantos, como uma cavalidade do seu amor ainda existente, ainda forte. Perguntava-se como em dois meses ela o podia ter esquecido tão rápido, se ele ainda pensava nela a cada instante do dia. Uma folha mal arrumada chegava, recordava-se logo como ela o tinha feito mais organizado. Sorria, com o rosto encharcado, a pensar nas vezes que ela dizia que ele ainda seria dono do gabinete de contabilidade. O corpo começou a pesar cada vez mais, já eram muitas horas sem descanso, já eram pensamentos muito pesados. Adormeceu, como um anjo.

Priiimm – Priimmm 

Ãh? O que é isto? Era a campainha, estavam o João e o Diogo lá em baixo. Subam, disse pelo comunicador, com uma voz calcinada. Vinda do fundo do poço. Eles subiram e começaram logo a chagar-lhe a cabeça, que era meia-noite e nem conseguiam falar com ele. Lá contou a história do Iphone e eles só o advertiram que devia andar com um telemóvel mais arcaico, nestes dias. Que simpáticos, pensou ele. Começaram todos a fumar um cigarro e a estrear uma garrafa de whisky, que o Nuno tinha pousada na garrafeira.

– Oh, Nuno, conta-me lá como andam essas coisas com a Ana! – Exclamava o Diogo, com o seu jeito descomplexado e pouco consumido.

– Oh, não me leves a mal, mas nem me apetece falar disso. Tenho a minha cabeça feita num caldo. – Dizia, com o olhar dormente, ainda das lágrimas e o rosto a fechar-se como uma carapaça a guardar o seu bichinho.

– Mas como tens andado? Isto com o carnaval é um filme, andamos a mil e nem te temos dado atenção. – Interrogava e desculpava-se, genuinamente preocupado, o outro amigo – o João.

– Opá, adorava dizer-te que ando bem, mas tu sabes que não é verdade. Foi a cena de quinta, aquele filme de ontem, depois de a Marta me ter enviado uma mensagem e tudo isso tem mexido comigo.

– Que mensagem? – Inquiria, num tom alto, o Diogo com os olhos esbugalhados.

– No sábado, à tarde, ela enviou-me uma mensagem a dizer que eu devia esquecê-la, que já eramos passado, esses filmes. E eu respondi frio, mas depois começou a custar-me e um bocado mais tarde mandei outra a dizer que queria que ela fosse feliz e a pedir desculpa. – O João inclinava a cabeça para trás, incrédulo. O Nuno encolhia os ombros, resignado.

Foda-se. Isso é que não! Eu não vou deixar que te humilhes! – Dizia o Diogo, irritado, mas acima de tudo carregado de compaixão.

– Eu ainda gosto dela, feito tolo! O que é que queres que eu faça? Morro de saudades, só penso naquele sorriso, no doce e meigo daquelas palavras, na forma como a minha pele encaixava na dela. Ando patego, não a consigo imaginar de outra maneira que não perfeita! – Expelia, de enfiada, já com as lágrimas a escorrerem-lhe.

– Eu não te condeno, não te lembras do que eu sofri com a Bárbara? – Replicava o João a pesar no olhar, como que lembrando-se desses tempos difíceis.

– Eu estou lixado, vim cair ao muro das lamentações! – Afirmava, o divertido Diogo, na ânsia de aligeirar o ambiente. Objectivo cumprido, aos poucos foram-se diluindo na garrafa de whisky, o Nuno já tinha ido tomar um duche revigorante e petiscar uma lasanha esquentada.

– Vamos lá beber uma copada ao centro, que ainda vamos muito a tempo! – Dizia o Nuno embebido em whisky e a tentar altivar-se numa fugaz alegria.

– É isso, meu irmão! Umas vezes temos que agir, noutras reagir. IT’S A FUCKING LIFE! – Dizia o Diogo, completamente bêbado, para gáudio dos outros dois. Que grande gargalhada se ouviu!

Dirigiram-se ao centro da cidade e encontraram caras amigas, companheiros de contenda, pernas fatigadas e olhares sobejos – o domingo é um dia farto em cansaços acumulados. Começaram a conversar entre si e o olhar do Nuno movia-se em círculos, rodopiantes, procurando a Ana. Já não falava com ela desde que se tinha despedido, sobre a manhã de hoje. O raio do Iphone faz uma falta danada. Amanhã, sem falta, vou comprar um telemóvel, expulsava em palavras, para dentro de si.

– Relaxa, ela vai aparecer! – Afiançava, com tom gozão, o Diogo. O João, por sua vez, fazia melodia, com uma gargalhada sentida.

O tempo ia passando e eles alternavam entre os passos de dança tímidos e rastejantes, na tenda da praça, e uns bons bocados sentados nas esplanadas ornamentadas em torno. Falavam e divertiam-se com trivialidades, com gozos exacerbados dos que, por infortúnio, se atravessavam na frente deles. Com razoável premência, chegaram-se as cinco da manhã e, por mútuo acordo, rumaram a casa. Houve apenas uma breve paragem, um cachorro delicioso, completamente sugado pelos três, a meio caminho. Agora sim, o sono ia ser fortificante. Amanhã é o grande dia!

Segunda-feira de carnaval, dia de noite mágica, em que as estrelas se vestem de lua e a lua de estrelas, para abrilhantar o que por si é brilhante. É um ano a indagar em ideias e trabalhos esponjosos para, neste dia, saírem, todos compilados, com os fatos mais estapafúrdios, mas mais excelentemente executados. Só vale a diversão, o resto é secundário e pequeno.  Todavia, ainda são quatro da tarde e o Nuno está no shopping, de calças de ganga, sapatilhas claras, camisa de linho branca, meia aberta, e casaco do grupo de carnaval. Pede um telemóvel, absolutamente menos capaz que o Iphone, que, porém, lhe permitirá voltar a estar contactável. Antes de sair pediu uma segunda via, que prevalecesse desde início no novo dispositivo, e aproveitou para questionar se receberia a informação das anteriores mensagens – perdidas em conjunto com o telemóvel. O funcionário alertou que não, contudo poderia solicitar, através do centro de mensagens, que essa informação lhe chegasse num prazo de três horas. O Nuno assentiu que sim com a cabeça, entusiasmado. Mais aliviado, com um problema resolvido, partiu em direcção à casa do Diogo, onde aprimoravam os fatos para a noite. Iam de Dartacão – que original! Num instante, recebeu de aguaça todas as mensagens. Duas da Ana e cinco da Marta. Oh não, o que quererá isto dizer?

Ávido, começou a ler as da Ana. Ela glorificava mais uma viagem para casa em conjunto, dizendo depois que à noite não saía, referindo-se a domingo. Nada de extraordinário; nada que não o deixasse um pouco mais feliz e sorridente. A seguir, com um breve suspiro a anteceder, começou a ler as da Marta. Filho da puta; não vales nada; odeio-te; só me arrependo do tempo que passei contigo; são alguns exemplos do que tratavam as mensagens. Incrível, ela culpava o Nuno pela desavença de sábado. Como é possível? Só pode ter sido ele que a convenceu disto, ela não se pode estar a tornar nesta pessoa. Não pode!  Ficou com as mensagens dela a batucar na cabeça, como um arraial insuportável. Ele ainda a imaginava a cada pedaço de dia, ainda nutria um respeito desmesurado por ela e era assim que ela o tratava. Sem ele ter culpa! Estava desolado, mas optou por não comentar com ninguém, nem tampouco responder-lhe. Seguiu a ajudar nas minúcias dos fatos e a noite chegou. Foi jantar com o grupo de carnaval, para se encontrar com os amigos de seguida. A bebedeira já estava ampla, já lhe ocupava todos os movimentos e liturgicamente prendia, ou enrolava, as palavras.  Chegaram ao centro.

Durante horas, e horas, exultaram a noite mágica. Foram danças em pedras da calçada, em balcões colocados para copos e pessoas felizes, em palcos que já haviam sido de artistas e agora eram de actores de carnaval. O dia já raiava nos olhares perdidos e nas entranhas de um Neptuno, ainda repleto de pessoas. Talvez pela ausência de hábito, durante um dia, de ter telemóvel, esqueceu-se completamente dele. Foi ao bolso, num movimento trapalhão, e lá estavam duas mensagens. Uma era da Ana a perguntar se hoje estariam juntos e a questionar onde ele estava. Porra, foi a única coisa que lhe ocorreu. Mas, esperem, havia outra mensagem.

Marta Crispim – 06h15

Preciso de falar contigo! Diz-me, por favor, onde estás!    

Arregalou os olhos e encolheu os ombros. Que horas são, agora? Que mudança de discurso é esta?  Nesse instante, sentiu um toque, leve e ao mesmo tempo vigoroso, no seu ombro. De lanço virou-se.

– Eu imaginei que estivesses por aqui. – Disse a Marta, com o olhar embriagado e seitado ao do Nuno. Ele engoliu em seco, aquela bola espessa, proveniente das enormes quantidades de álcool ingeridas. Ficou a olhá-la, vestida de serpentina – com traços de pano colorido, a descerem-lhe pelo corpo. Ficou sóbrio, o álcool desceu à mesma velocidade com que tinha sido bebido.

– Desculpa tudo o que te disse, eu pensava que tinha sido ao contrário. Que tu lhe tinhas batido primeiro. – Explicava a Marta, visivelmente envergonhada e, de alguma forma, receosa.

– O que te fez mudar de ideias, então? – Perguntava o Nuno secamente.

– A Filipa estava lá perto e viu. Contou-me agora à noite. – Disse, baixando o olhar para o chão.

– Pois, mas isso não muda nada do que me disseste. Doeu-me tanto, Marta. Vivemos seis anos em conjunto, dividimos tantas coisas. Como ousaste dizer-me tudo aquilo? Acreditar que tinha sido eu? – A Marta mantinha-se a olhar o chão, com lágrimas a flamejarem pelos olhos. – Eu ainda penso tanto em ti, sinto a tua falta por tantas vezes.

Neste momento a Marta levantou o olhar, com um alvo no rosto do Nuno.

– Pois, mas também andas com outra! – Afirmou indignada, chateada e, seria capaz de dizer, magoada.

O Nuno sorriu, dizendo que não com a cabeça. – Eu nem devia dizer-te isto, mas eu nunca tive nada com ela. Por ser um otário, não fui capaz!

A Marta arregalou o olhar, na direcção dele novamente. – Estás a falar a sério?

– Estou, Marta, estou! – Respondeu seco, com os lábios semicerrados, e olhou em volta, para o vazio. Foda-se, não pode ser! Avistou a Ana, a uns cem metros, com o olhar cravado neles e uma expressão completamente desgostosa e apavorada. Será que tudo me acontece?

– Nuno, olha para mim! – Ele olhou, pálido e resignado. – Eu acabei com o Pedro, é a ti que eu amo. Chega de me enganar, isto não foi mais que uma aventura. Vamos recomeçar de onde parámos, é contigo que tudo faz sentido! – Começou, logo de seguida, a galgar o passo que os separava. Tombou o seu corpo sobre o dele, procurando os seus lábios e o Nuno parou-a, segurando-a com uma mão no peito. E sorriu para ela, deixando-a confusa e com o sorriso a fugir-lhe, ainda assim.

– Sabes uma coisa? Isto era o que mais sonhava. – Agora sim, ela explodiu num sorriso radiante. Antes do Nuno prosseguir, também, com um sorriso nos lábios. – Com as tuas atitudes durante estes dias, com esta oferta de regresso, que agora me fizeste, esclareceste tudo. Ficou tudo tão claro! Eu já não vivo no passado, tenho o presente e o futuro para conquistar. E esses já não são contigo. Não são mesmo!

O Nuno saiu disparado, a correr, desviando-se de cada vulto inoportuno que por ali se encontrava, para chegar junto da Ana. Agarrou-a pelo braço e ela libertou-se, virando-se com uma cara chorosa e descrente. Fria.

– Ana, agora eu sei. Agora eu posso. – Beijou-a com a voracidade de um amor que ardia num lume brando, com chamas acesas e fervilhantes. Ela não conseguiu recusar e, retraída, a sua língua percorreu a dele. Desde sexta que procurava aquele momento, aquela ardência, sem nunca encontrar retorno. Pararam-se no tempo com aquele ósculo! No momento em que os lábios se descolaram, o Nuno sorriu com a mesma luz de um sol, com a mesma alegria de um carnaval constante. Afastou-se um passo, segurando-a pela mão, mirou-lhe cada detalhe, idolatrou-lhe cada pedaço de vida em forma de pele, observou o sorriso que agora lhe saía tímido e com réstias de uma surpresa.

– Ana, és o meu PRESENTE CARNAVALESCO! – Sorriram e… com certeza, esta história teve continuação!

 

Foi assim a minha primeira aventura no romance, na novela, na mini-série, ou no que lhe queiram chamar. Para mim, foi absolutamente fantástico, desafiante e feliz. Espero ter passado isso, a cada um de vocês. Obrigado por acompanharem e darem sentido ao que escrevo.

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