Querem fazer isto comigo?

Esta semana pensei em ideias.
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Uma final Europeia, que pode ser de portugueses!

benfica, liga europa, portugal, finalHoje, existe um tema ao qual não posso fugir. Não somente por ser benfiquista, que sou, mas pelo bem que faz a Portugal estas coisas.

Podia, perfeitamente, chegar aqui a soletrar o brilhantismo do meu Benfica, a forma ludibriante como trocou a bola e arregalou os olhares turcos, o jeito como não ser vergou às adversidades e se fez ao jogo como um verdadeiro campeão, mas não o farei. Aliás, já o fiz e não o retiro, apenas quero acrescentar. Acrescentar que quando digo que isto é bom para Portugal, é pela constância que temos apresentado. Não fiquei cego com a beleza do meu clube e incapaz de olhar em redor. Nos últimos treze anos, o Porto venceu uma Taça Uefa, uma Liga dos Campeões e uma Liga Europa, o Sporting jogou uma final da Taça Uefa, o Braga uma da Liga Europa, numa final portuguesa e umas meias-finais por nós dominadas, o Benfica agora jogará outra e ainda existe a selecção com uma final Europeia e várias meias-finais entre Europeus e Mundiais. Num país de dez milhões de pessoas, que mal chegam para encher algumas capitais europeias, mostra o quanto somos bons, mesmo sem nos apercebermos. Sei que agora alguns portistas, reforço alguns, falarão que o maior peso é deles, porém não deixarei de conceber a justiça de referir estas coisas por isso, não merecem. Eu estou feliz com o meu clube e o meu país, e no meu país incluo o Porto, pois ingrato não sou. Gostava que todos estivessem felizes a observar este crescendo que eu vejo, contudo sei que assim não é. No prédio onde vi o jogo, a maior algazarra foi num penálti turco!

Enfim, pouco me importa. Ser benfiquista envaidece-me e ser português honra-me; quanto ao resto, são balelas que agora pouco me dizem.

Mais uma nota, falo de Portugal deixando o Cardozo na imagem, no entanto é pelas ganas da foto. Aquela raça que caracterizou o Benfica neste caminho e que, tantas vezes, caracteriza os portugueses na luta contra as agruras, num país perpetuamente em crise e que nem por isso desiste.

Para finalizar, apenas informar que estarei uma semana ausente do blogue. Férias também são precisas e gozarei as minhas. Prometo voltar cheio de vigor e vontade. Como sempre me sinto com a escrita! Até já, amigos. E obrigado pela companhia assídua!

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Empreendedorismo – na Spark e no So Pitch

Quem assistiu ontem à reportagem da SIC, Momentos de Mudança, com o Miguel Gonçalves e a Tânia Delalande? Eu assisti e, certamente, voltarei a assistir. São estes balões, enchidos a oxigénio limpo de preconceitos, que me fazem menear.

Ainda corria o mês de Março, já o Miguel tinha feito o seu Booom, sobejamente conhecido pelo “bater punho”, no Prós e Contras. Eu, como tantos outros, não fiquei alheio. Por isso, nesse referido mês de Março, fui assistir a uma palestra sua. As coisas mudaram para mim. Abonem que não o declaro com uma leviandade espirita, de quem viu a sua vida transmutada com uma mão que se pousou na testa e fez as pernas moverem-se. Mudou-se por coisas que ouvi, por mensagens que o Miguel alocou no ar, tudo o resto é trabalho meu. Disso não duvidem, eu também não duvido. Sou modesto e gosto de sê-lo, mas humildade é entregar o mérito a que o têm, não o puxar todo para nós, e isso eu faço. Mas aqui, nesta exactidão, o mérito é meu. Eu sei e gosto de saber.

– “Nunca trabalhem para outros! Trabalhem com outros, mas sempre para vocês! Não o escondam.”

– “O momento é difícil, não vão atrás do dinheiro, vão atrás da paixão. O dinheiro será a consequência!”

Foram estas duas frases, algo óbvias, mas que ditas com aquela convicção, me mudaram o chip. Não me perguntem porquê, senti que devia acreditar e confiar nele. Eu era um teso obstinado e cheio de manias, julgava que as pessoas terminariam por me achar. Que acabaria por existir um orgia de gestores e editores a buscar-me, para eu me fazer rico e dono de uma vida de glamour. O tanas, estava bem tramado. Por isso, aquelas frases, naquele exacto momento, tiveram uma veste de verdade absoluta. Corrupiaram doidivanas dentro de mim.

Sabem o que fiz no dia a seguir? Abri a minha caixa de e-mail e disparei correio electrónico a oferecer-me gratuitamente, somente sedento de oportunidades. Quero lá saber do dinheiro, se tiver a paixão, pensei. Naquele ensejo, pela minha paixão pela escrita, estremei a minha posição para um fruto do imaginário: amor e uma cabana.  E valeu a pena.

Algum tempo depois, estava na Final do So Pitch, organizado pelo Miguel Gonçalves e pela Tânia Delalande, em conjunto com aquela malta brutal que vai do Miguel, ao Pedro, ao Tiago, passando pela Sónia e o Fred que também ampararam com afinco, entre outros. Uma experiência brutal. Dei por mim sentado na mesma mesa que o Carlos Coelho, ouvindo conselhos deles; dei por mim à conversa com o Manuel Serrão, a receber dicas; dei por mim a ouvir piadas do Alvim, sempre divertido mas ciente que precisamos de achegas; dei por mim a receber o contacto do Manuel Tavares do JN, com a promessa de falarmos – e falamos; entre tantas outras coisas, entre tantas outras pessoas. Se me perguntarem, no absoluto, se isso me mudou o emprego, eu respondo que não. Desilusão? Só para quem não sabe o que deseja. Naqueles dias que viajei pela realidade da Spark, do So Pitch, daquela gente que habita outro planeta em Braga, trouxe algo muito mais valioso.

Trouxe uma seta. Um caminho. Um destino que deixei de ter vergonha de admitir. Hoje mantenho-me teso, mas com um rumo em mente, com um depósito regado para me mexer. Já não trabalho para a nuvem, trabalho para mim. Por isso, creio que o que devo a estas pessoas, que ontem granjearam reconhecimento, é uma seta. E uma seta paga-se com caminho. Com movimentos para a frente. É isso que farei.

Parabéns, Spark. Parabéns pessoas que fazem do rosto do Miguel e da Tânia, finalmente reconhecidos. Todos, sem excepção, estão de parabéns.

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Falar de bola

Este final de semana, tivemos hipótese de assistir a jogos importantes para a definição do campeonato. Com o Benfica a manter-se na senda das vitórias, após um jogo desgastante da Champions, e o Porto a afastar, por agora, o Braga da luta pelo título. O Sporting também terá uma palavra a dizer, para se perceber como encarará o jogo com o Benfica, da próxima jornada.

No sábado vi o meu eterno, amado e imperial, Benfica vencer. Não foi uma vitória majestosa, em diversos momentos o jogo impeliu ao sono. Porém, também se definem os campeões nestes jogos, com equipas inferiores, em que as partidas tendem a adormecer e a intrepidez a desaparecer. Criou oportunidades suficientes para, pelo menos, marcar três ou quatro. Existe um Ola John em ascensão meteórica, um Matic com uma raça à Benfica, um maravilhoso golo de regresso do Luisão, e um Cardozo que, mesmo de penálti, vai continuando a facturar. Claro que poderia falar sempre de Garay, dos quilómetros que o Salvio faz, da loucura do Maxi, de uma outra estirada importante do Artur, mesmo que em alguns momentos se tenha eclipsado este ano. Entre outros, até porque gosto de todos.

Depois vi um Porto-Braga apagado, ao nível do Benfica-Olhanense. Claro que com intervenientes mais avultados tecnicamente, na parte adversária ao eterno candidato. Que na verdade, aqui, falamos de dois candidatos. O Alan é soberbo, a forma como, encostado à linha, carrega o piano às costas é avassalador. O Douglão é um senhor, imponente e assertivo. Gostei muito, mais uma vez, daquele Éder. Com brechas de espaço acelera o passo e estoura com força, directo à baliza. Fora estes, existem outros tantos que se destacam, no miolo do conjunto. Do lado do Porto, vi um Moutinho apagado, um Lucho à procura dos melhores caminhos para se altivar com a classe dos seus passes de primeira, mesmo que nem sempre conseguindo, um Jackson absorvido pelo Douglão, sem espaços, mas que viria a marcar, e um James à procura de acelerar os processos e de resolver, como veio a resolver. Porra!

No entanto, e assumindo que o Braga está afastado da luta pela Liga, eu diria que o que vai resolver este campeonato é a Champions. Pelo que vi este fim-de-semana, mesmo tendo em conta que o Porto jogava contra uma equipa forte e candidata, existiu uma imensa quebra dos jogadores portistas e dos meus ídolos da luz. O Benfica tinha um jogo mais acessível no fim-de-semana mas teve um muito desgastante durante a semana, o Porto teve um jogo pacífico durante a semana e um que pedia mais dedicação no fim-de-semana, pelo que se colocavam mais ou menos no mesmo patamar. O certo é que ambos se mantêm nos pícaros do campeonato, com mais uma vitória, mas é igualmente real que se exibiram muito abaixo do seu nível.

Penso que quem for mais longe na liga milionária, amealhará maiores dificuldades de gestão de plantel, pela certeza que o rival se manterá sempre colado e fazendo, assim, de cada jogo uma final. Não se poderá perder pontos, até pelo fosso que existe entre estes dois e as restantes equipas. No entanto, como a teoria é ultrapassada pela realidade, quero, e posso, acreditar que o meu Benfica ainda vai longe na Champions e isso não o vai impedir de erguer o campeonato. Digo eu, bem como o meu benfiquismo.

Quanto ao Sporting, seja o que deus quiser. E o que o Moreirense não vos projecte mais para baixo, que o Benfica costuma perder pontos em campos de equipas que lutam para não descer. Uma pena, Portugal e o futebol português merecem um Sporting bom.

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So Pitch… So cool!

Se a nossa história é talhada em ápices de adrenalina, sem dúvida que com o So Pitch eu vivi e viverei mais. Uma experiência brutal!

Ainda não havia escrito sobre esta aventura, por estar concentrado nela. Por sentir que poderia tirar algo de indulgente, de fantástico. E tirei, sem dúvida. Num universo inicial de 2.500 pessoas, fui um dos 48 finalistas de mercado de trabalho e de 16 ideias de negócio. Que maior impulsor motivacional poderia ambicionar?

São pessoas cheias de pinta que fazem isto acontecer, pessoas que acreditam que podem mudar o mundo. Eu não respondo pelo mundo de todos, respondo apenas pelo meu e esse, o meu, foi mudado para sempre. Ganhei uma “lata” – no sentido mais positivo possível – que certamente trar-me-á algo de muito bom, daqui para a frente. Já começou a trazer, aliás. A força de quem esmiuça o que de melhor há em nós, e não estamos a encontrar, é um tónico transcendente para o Gin da vida.  Não me excluo de mérito, apenas gosto de realçar quem me dá a coragem de o assumir.

Pela sua exposição nos média, pela sua fulgurante forma de estar, Miguel Gonçalves é visto como o rosto deste acelerador de partículas, feito de pessoas. É com toda a justiça, diga-se. Agora, o que muitos não vêm são outras pessoas brutais, cheias de pinta e confiança, que também alavancam tudo isto. O acompanhamento a quem participa, os conselhos trajados de realidade e confiança, o apoio no controlo dos nervos, a logística, a recepção dos grandes nomes que por lá passam, que nos abrem portas de um futuro que todos queremos que seja melhor, e mais uma imensa série de coisas que é invisível aos olhos de muitos. Para além, claro está, das outras 2.499 pessoas, que, como eu, concorreram cheias de sonhos e ambições e, de forma mais ou menos activa, tornaram isto uma realidade.

Logicamente, nada disto seria possível sem as empresas, sem os júris. Eu sou um miúdo novo, cheio de sonhos, mas também diariamente bombardeado por tristes notícias, por panoramas negros, conjunturas devastadoras, perspectivas nulas. Não fosse a intrepidez de participar nestas mudanças do mundo e teria muita dificuldade em perceber a realidade empresarial, em Portugal. Esqueçam o panorama de que tudo isto é impossível. Quem gere o nosso país não é o governo, são estas pessoas com quem tive a felicidade de cruzar-me, são elas que fazem o futuro acontecer. E sabem o que é o mais incrível? Essas pessoas, que vemos como o patamar mais longínquo, mais difícil de alcançar, querem a nossa ajuda, confiam em nós. Concretizei algumas trocas de ideias, de contactos que, quem sabe, poderão trazer-me algo, contudo, mesmo que assim não fosse, apenas a presença destes senhores e senhoras, que movem o nosso país, já tinha feito da minha participação um sucesso. Uma simples palavra deles ou uma dica de quem se move onde um dia ambicionamos estar são um estímulo indecifrável por palavras.

Fantástico é o que tenho a dizer sobre esta mudança de paradigma, esta abertura de mentalidades. «Hoje, estamos aqui a fazer futuro» dizia o Miguel Gonçalves, e eu subscrevo como participante.