A estupidez das gerações

A estupidez das gerações

Somos sempre melhores e mais especiais do que os outros. Os nossos avós não tinham escola, era logo para o cultivo ou outros trabalhos pesados. E assim é que era! Os nossos pais não tinham professores condescentes que lhes permitiam a balbúrdia na sala, batiam logo. E assim é que era! Nós brincávamos na escola, saltávamos de recreio em recreio à procura de novas sensações, de novas brincadeiras nos jardins da cidade, enquanto uníamos cosmos em conversas naturais entre pessoas humanas. E assim é que era! Hoje já não, os miúdos só brincam nas consolas, só aprendem na internet, só conversam nos chats. E nós somos os felizardos, com eram os nossos pais, como eram os nossos avós. E a vida prossegue, naturalmente, com banalidades que atacam as gerações seguintes, como prova que a nossa era a melhor.

Cada uma será o que cada uma será. E tentar explicar tempos que não vivemos – ao menos da mesma forma que as crianças de agora – é só estúpido. Há, porém, uma coisa que eu sei: nenhuma geração está correcta e nenhuma está errada. Cada uma é o que é. Tal como o mundo, que mudou ao longo desses anos, pela mão dos que agora criticam a geração que vem a seguir. Os nossos avós é que permitiram que os nossos pais fossem à escola, os nossos pais é que permitiram que nós tivéssemos mais educação e nós é que permitimos que os miúdos de agora tenham o mundo nas mãos. Por isso, tentar provar que a nossa geração é melhor que a seguinte é só ridículo.

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