Sorrir sem dor

Sorrir sem dor

Fiz um caminho sobressaltado de milagres. Desconfiando de mim, acreditando no que pode vir e não chega, atiro-me aos desafios. Raras vezes sei que lá estou, mas vou estando.

Engolido no dia-a-dia, a pensar no que posso ter e não tenho, perco-me nas derivas de uma folha de papel que plana na agitação dos meus apontamentos. Ando e ando. E no andar é que está a valia do que não posso ver. Escondo-me nas esquinas dos sonhos, para olvidar os caminhos da salubre conquista realizada. Ainda não conquistei o mundo, possivelmente não o vou conquistar nunca, mas já deixei uma marca nele. E esquecemos essas marcas. É de nossa natureza o esquecimento. Partimos os retrovisores quando achamos que merecemos ser melhores do que somos. Mas eles também são precisos. Se estivermos sempre no zero, são sempre cem que temos para caminhar. Se percebermos que estamos no vinte, são só oitenta. Importante é que saibamos sempre que temos que evoluir. Eu sei.

Sei que tenho que evoluir e que careço de aumentar sempre os meus sonhos. Só não tenho medo. O ridículo é tão certo como a inoperância, o insucesso é tão agrilhoador como uma perna presa numa porta. Aleija, mas, quando a dor é tão constante, torna-se normal. E isso é que me cansa. O hábito à dor. Não temos que sofrer para ser felizes, temos é que aprender. E aprendemos quando nos desviamos da parede onde batemos trinta vezes. Foge-se da dor e percebe-se que o caminho pode ser mais sorridente. Eu sorrio.

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