Dia Mundial da Criança

Dia Mundial da Criança

Nas celebrações habita sempre a fatalidade – e não falo do Sérgio Conceição nem do Braga. Hoje, que é o Dia Mundial da Criança, vê-se exaltar uma criança bonita, genial, linda na sua simplicidade de encarar o mundo – que nunca parecerá susceptível de ser inflamada pela má memória dessa juventude dos que vão fazendo a idade adulta com rosto fechado -, mas também há as que são falhadas. Não falhadas na alegria de elas próprias verem o mundo, mas no desprazer de todas as que as olham como coitadinhas. Há um parto falhado, porque, por muito que os pais as ambicionassem, não era daquela forma que as sonhavam. Mas, para isso, meus amigos, aconselho-vos a visitarem, sem dó nem piedade, a obra de Valério Romão. O Da Joana, que nos fala da criança que não chegou a nascer e o Autismo, que nos fala da criança que vive o que vocês imaginam, vigiada pelos pais que vivem o que vocês imaginam. É português, é novo e escreve como o diabo. Vale tanto a pena ler.
Porém, se não forem de ler e, para celebrar a diferença no dia da criança, não quiserem mesmo ir até à meninice, podem ver o Elephant Man, do incomparável Lynch.

Eu tenho um afilhado lindo, que me ligou ontem a dar-me na cabeça de não ter visto o resultado do jogo dele (como tinha prometido), mas isso não me faz esquecer que há diferentes. Aliás, eu sou diferente. Crítico os dias mundiais e publiquei uma foto dum livro no Dia do Livro e hoje estou a escrever isto.

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