Uma reflexão

Quando sentimos que, para estarmos bem, necessitamos colocar os outros abaixo, estamos apenas a provar-nos que estamos no caminho errado.

Não há nada de que não possamos falar, a menos que não estejamos resolvidos com isso. Não podemos apregoar a jurisprudência, se nós mesmos estivermos a falhar nela. Somos todos humanos, com momentos bons e momentos maus, com acertos e erros, mas não podemos permitir que essa nossa humanidade nos dê o direito de todas as heresias que julgamos não terem mal nenhum e até serem menores que as dos outros. Se o outro erra, a mim compete-me errar mais, fazê-lo sentir na pele o erro dele: não.

Ultrapassamos as coisas quando falamos abertamente sobre elas, quando temos capacidade de lidar com elas de peito aberto, não quando permitimos que o outro discorra sobre elas, se rebaixe e nos deixe nos píncaros. Isso é só permitir que a dor alheia amenize a nossa. Pode parecer elegante e prova de muita auto-estima, mas não é.

Os elogios não se conquistam, merecem-se. E os maiores, infelizmente, são feitos de silêncios ou críticas. Actualmente, depois de errarmos, a nossa redenção só dá a possibilidade de as outras pessoas, as visadas, no calcarem e recalcarem, para mostrarem:

Venci.

Que seja. Mas que não nos apague nunca a vontade de melhorar. Podemos errar, não podemos é deixar de reviver o erro e crescer com ele. Ele estará sempre lá, o que faremos com ele é que nos definirá enquanto pessoas, para o bem e para o mal.

Não há imagem que descreva este texto. É apenas uma reflexão.

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