Grandes amores

Grandes AmoresA vida é longa, passa por tantas provações, encontra tantos percalços, leva-nos a tantos recantos, mas o importante é que no final seja vivida.

Anteontem, escrevi sobre mim, a propósito dos anos do meu pai. Porém, o dia de ontem, na minha família, foi de igual importância. Os meus avós completaram cinquenta e nove anos de casados.

Não é um dia nem dois, são cinquenta e nove anos de vida conjunta. Não sou daqueles que acredito que sozinhos é que estamos bem, sou antes daqueles que acredita que para estarmos bem com alguém também temos que estar bem connosco, mas, até para esses mais resguardados do amor, estas datas comovem.

São invernos e verões, outonos e primaveras, alegrias e tristezas, saúde e doenças, filhos, netos e, quem sabe, no futuro, bisnetos, e eles sempre lá. Juntos, unidos e cúmplices.

Não se pode aguentar uma vida inteira apenas na habituação, pode-se, sim, criar hábitos que nos ajudam a substituir o ardente do amor por carinho, empatia e companheirismo. O amor cresce do companheirismo. Não podemos amar uma pessoa com quem não conseguimos conversar.

Acredito sempre que a base de tudo é a conversa. As pessoas mais especiais para mim, ande nas voltas que andar, serão sempre as que me conseguem acompanhar em conversa. Aquelas que passamos um dia, dois, uma semana, um mês ou um ano, e quando reencontramos a conversa confluí. Tenho pessoas assim. Os meus avós têm a felicidade de o terem por toda a vida.

Os grandes amores existem e não vivem apenas de grandes viagens, de roubos de garrafas em dias de chuva a correr pela praia. Esses são os grandes amores de filme. Os grandes amores são aqueles em que as conversas não findam e os beijos surgem pela vontade de reconhecer. O respeito, a entrega e a união, sem conversa não existem.

Quero dar os parabéns aos meus avós, por tão magnifica data, mas também quero dar os parabéns a todas as pessoas que compreendem que os grandes amores estão nas pequenas coisas. Falar é uma delas.

Parabéns, avós! Para além de gostar muito de vocês, mesmo que nem todos os dias passe aí em casa, também tenho por vós um enorme orgulho!

Beijinhos do neto meio tolo.

One thought on “Grandes amores

  1. Pingback: Grandes amores | O Retiro do Sossego

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s