Viver

As malditas ausências. Os momentos perdidos no vagar de uma vida que parece prolongar-se além da vista e finda a concluir-se em instantes. Não tem que ser a morte, pode ser a passagem de fases que deixam saudade, o avançar do tempo que desejávamos que parasse ou o permanecer do que não desejamos.

A vida, ah, a vida. Tivéssemos nós o canudo e tudo seria mais fácil, ou, ao menos, descomplicado. Os sentimentos seriam ciências estudadas, os passos cálculos feitos, as diferenças vacinas de oportunidade. Tudo seria linear, cortavam-se momentos de dor, mas também se encurtavam momentos de prazer. Até nestas horas de pensar na vida, feliz ou triste, se pensa no tanto que perdemos dela a tentar compreendê-la.

Queremos respostas para tudo e tentamos adivinhar e compreender ausências e presenças do outro lado e acabamos, invariavelmente, a estropiar tudo com isso. Viver não é fácil. Tem erros e acertos, vitórias e derrotas, lembranças boas e más, escolhas definidas e ocasionais. Viver tem tudo. Mata, mas alenta; alimenta, mas destrói. É antagónico.

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