Vida

Numa névoa ilusória de verdades e mentiras, a vida desenrola-se, cintilante e afagada como um príncipe de contos, esperando pelo momento que nos desmonta e espera de nós a reconstrução.

Temos o caminho da revolta e aspereza, da desgraça e tristeza, ou temos o da invenção das qualidades nossas que desconhecemos, das virtudes que se escondem no facilitismo do caminho que se faz ziguezagueante entre brumas do incerto. Isto, a vida, é uma coisa bonita. Nós é que, acasos, a estragamos. Mas a cada estrago, irreparável ou não, é mais uma janela que se abre no clarão do céu que no verão bate na orla de areia.

É verão e as tristezas existem, nefastas, a procurar apagar e ensurdecer os raios fulminantes do astro-rei. Mas não pode ser. Nem no verão nem no inverno.  

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