Dúvidas

Sufocam-se as palavras, devastadas pela majestosidade de tudo o que as envolve. A dor que se propaga, a alegria que se profana, a tristeza que fica. Não há palavras, de jeito nenhum, para descrever a mescla de luz acesas e apagadas na subserviência de uma vida que prega partidas, qual criança de seis anos, a todo o instante.

A felicidade é tão preciosa como um rubi, pois a cada instante que chega logo se sobrepõem detalhes, tão petizes como elefantes, que nos desajeitam a forma de ver a alegria. É um ferro que atravessa os dentes, uma dor que se alastra na perna e se finda na cabeça, um ajuste que pondera se o tão certo é, afinal, certo. A cabeça, fechada sob si, é tão esperta como um pano sem vida que adorna uma mesa de centro. Puxa por nós, diferencia-nos e pode fazer-nos mais belos, mais sedutores, pela eloquência que se granjeia. Mas quanto mais se procura, mas dúvidas se criam.

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