Ironias

Há com cada ironia. Este fim-de-semana, na sexta, vi uma peça de teatro, chamada A Noite, escrita por Saramago, algures na segunda metade da década de 70. Retrata a noite de 24 para 25 de Abril, de 1974, numa redacção de jornal.
Hoje, finalmente, assisti ao filme/biografia de Mandela. Não sou um entendido em cinema, mas gosto de coisas que mexem comigo e o filme mexeu. Trouxe-me sensações. 
Mas, no final, de que vale tudo isso? Somos um povo que não sabe valorizar o que tem. Estamos formatados para desejar sempre mais do que temos. E isso não é mau, só é mau não valorizarmos o que temos. Sabem o quanto custou a liberdade, aqui ou noutra parte qualquer? Sabem o quanto alguns desejavam tê-la, mesmo não sabendo que é isso que desejam?
Isto não é verdade só na política, é verdade em quase tudo das nossas vidas. Para desejarmos muito o que não temos, precisamos ignorar o que temos. Não devia ser assim.
Estou envergonhado desta abstenção. Estou mesmo.

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