E é isto, o nosso país.

É uma alegria olhar para o meu país e ver que ele segue em manada. O CM, como sabem, pouco me diz, para além de desprezo e até repulsa, mas hoje publicou uma notícia onde dá conta de um homem, de 45 anos, tetraplégico, acamado, com uma reforma de 329 euros, em que tem que pagar 200 de renda, 100 a uma instituição para lhe levar as refeições e dar um banho por semana, para além da medicação, para o estômago e para as dores gasta, que, em média, leva-lhe 50 euros por mês. Ou seja, não é difícil ver a precariedade e o estado de prejuízo em que incorre mensalmente. Mas ainda com mais um acréscimo: tem a cadeira de rodas eléctrica avariada e a manual partida, ao que a assistente social diz: se quiser candidatar-se a uma, tem que pagar 50 euros, como os outros, sem saber se a receberá. E pergunto eu: quais 50€?

E o que há de mau nisto, para além da miséria óbvia? Há o título do CM: filho de ex-campeão do Sporting sobrevive na miséria. O que é que isto provoca? Sensacionalismo, desde logo. Depois, imputa algum tipo de responsabilidade ao Sporting que é descabida. Mais, convém referir que o jogador em causa foi campeão em 65/66. Por fim, demonstra a eloquência e brejeirice do nosso povo. Os comentários no facebook são deste género:

– É o costume, sabe bem a fama e o dinheiro, mas depois ficam na miséria;
– O Sporting não tem que ajudar nada, que ajude o LFV que está ser investigado por fraudes;
– Isto é muito bonito, mas não falam das outras pessoas, eu também passo dificuldades.

E no meio destes comentários, repletos de ‘likes’, lá surge um ou outro a alertar que há sensacionalismo no título, mas a história é dramática. Mas esses, porém, nem ‘likes’ chegam a ter, pois são comentários sem interesse para a discussão.

E o nosso país é assim, reclama sem ler, discute sem saber, quer direitos sem os compreender, diz que está mal sem saber onde estão a errar. E vão continuando a viver envolvidos, ou mergulhados, num ódio que só os mata.

Neste caso, por exemplo, a solução era as pessoas terem aberto a notícia. Evitavam-se as barbaridades que por ali vi e continuava a miséria habitual do país, sem haver necessidade de imputar mais culpas do que aos do costume. A falta de atenção às pessoas pelas governações e o miserável trabalho que é feito por este jornal, aproveitando-se de tudo para “apimentar”.

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