O sol que canta

Num navio que resvala

Pelas ondas de um mar agitado,

Levito-me nas ideias deste sol,

Que me agita mais do que deixa apaziguado.

Os raios a chocarem no mar

Fazem de mim um espelho

De cor e luz,

Que emana tudo o que me seduz.

O governo tornou-se mais brando,

Assim que o astro-rei enviou claridade,

Para perfurar entres as brumas escuras

De um inverno que durou uma infinidade.

Para amanhã, chegarão menos abertas,

O céu cerrar-se-á como um tampo fechado,

E o governo terá que ter cautela,

Pois o povo já não estará tão calado.

O sol é o absinto das desgraças,

O álcool que remove as arestas da vida,

Que nos inebria e faz acreditar

Que a esperança não está perdida.

A claridade da Primavera e do Verão

Fazem de nós mais tontos, menos ajuizados,

Mas isso só é mau se não soubermos

Ter os devidos cuidados.

O conhecimento é chato,

Alarga as preocupações e as atenções,

Mas, ao mesmo tempo,

Deixa-nos livres para sermos felizes como canções.

Eu não sou o hey/ho do festival da canção,

Nem o sonho de menino do Carreira,

Sou mais um verso do Palma,

Em que se faz música com uma mensagem inteira.

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