Ai, as palavras!

Não se medem palavras, na ausência de sons. As palavras crescem dentro de nós, sempre, concisas e alargadas, medidas e desmedidas, mas morrem no ar. As desditas, as ditas na vagareza de uma preguiça de pensá-las, fazem-se defuntas de uma história sem história.

Um sábado mais cedo na cama, um domingo a crescer vespertino, mais pacato como um campo abandonado ao chilrear dos grilos, mas mesmo assim as palavras mantendo-se donas da sua existência. Não há escritor que as crie, há escritores é que as dominam, as domam como leões que fugiram das jaulas.

Eu ainda fujo. Um dia, quem sabe, apanharei esse leão de frente e não haverá sábados nem domingos, haverão dias inteiros de entrega uma ciência que não é estudada, é sentida. Bom domingo.

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