Dez anos

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A vida continua a valer tão pouco. Olhamos para ela com a grandiosidade de quem sabe que necessita aproveitá-la, fazê-la valer a pena e, com isso, normalmente, acabamos a estraga-la toda.

 

É tão curtinha, tão desprendida de valores exagerados que lhe impingimos, para depois tornear-se como um vira-vento e cair contra nós. A hesitação, a ansiedade, os nervos e as opções erradas como o sapato esquerdo no pé direito estragam tudo. Ela passa, foge. E nós a olhá-la, sem pressa de compreender que a perdemos, que se foi como uma caneta que deixamos cair à caneja do esgoto.

 

Faz dez anos que o Miki nos deixou, de sorriso no rosto. Seria um adeus de quem foi feliz nos vinte e quatros de vida, ou um aceno de quem nem na hora da morte compreendeu que ela estava a chegar?

 

Não importa. Interessa é que a memória dele perdure como um rosto que partiu a fazer o que amava, sorrindo. Para sempre, Miki!

 

E Pluribus Unum!

 

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