Os dias

Não há dia que não nasça com vontade de ser dia. Seja mais chuvoso ou mais alegre nos raios de sol como um menino nos jardins de infância, não há dia que não nasça a querer ser dia. Ele é abstracto, sem sentimentos aparentes e vontades próprias, mas não deixa de ser dia. No Inverno, como nós, fica melancólico, chora e obriga-nos a usar o guarda-chuva, no Verão, por outro lado, sorri e alegra-nos os dias com o brilho do seu olhar, em forma de raios que batem no dorso do seu mar.

Os dias nascem a querer ser dias, nós também devemos nascer a querer ser homens. Hoje, amanhã, como ontem ou anteontem. Sem passado nem futuro, duvidosos do presente, mas sempre a querer ser homens. Homens e mulheres, claro. Seres-humanos pensantes.

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