A distância que une

transferirNasces do ventre do céu azul,
Refilona como um pássaro chilreante,
Perfeita como um rio que desagua no mar,
Sem nunca deixares de estar ali, imaculada, sucinta, a amar.

Eu venho ventoso, movido de sopro,
Destrambelhado, deambulando,
Escorrendo pela vida,
Como um riacho feito de uma poça.

Afastamo-nos na génese como um filho se afasta no nascimento,
Com o corte do cordão,
Mas a permanência, infinita, comprida,
De uma existência que jamais terá distância.

Eu sou a trovoada, tu és a beleza do trovão.
Eu sou a chuva, tu és o sonido do estore.
Eu sou as marés vivas, tu és o azul do horizonte.
Eu sou a relíquia, tu és o reaproveitamento.

2 thoughts on “A distância que une

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