O país da emigração

Quando um telejornal consegue falar quase dez minutos sobre emigração, mostrando famílias à espera no aeroporto, casos de sucesso lá fora de portugueses e criar um videoclipe para uma letra relativa ao tema, percebe-se bem o fenómeno que por cá se vive.

O pior é algumas das frases incluírem ingratidão, do governo ao povo, falarem de poucas probabilidades de voltarem, ou de as saudades, excepção à família, já se diluírem. Isto é que é assustador e, parece-me, ninguém dá devida importância. Já vi, inclusive, políticos referirem, de dentro de uma bola de cristal: os que agora emigram, vão regressar quando a nossa economia voltar a crescer.

Mas eu pergunto, vão? Eu não sei se vão, porque, julgo, não existirão muitos dispostos a deixarem de ser reconhecidos pelo seu trabalho. E por reconhecidos não falo só de dinheiro, perceba-se. Com todo o respeito aos anteriores emigrantes, ou não fosse eu natural de uma família que de um lado esteve no Brasil e do outro na Venezuela, digo que os emigrantes de hoje não são homens para as obras e mulheres para a portaria, são crânios que podiam fazer a diferença no mundo, sendo Portugal o veículo disso.

Mas não, eles voltam qualquer dia, dizem os entendidos que os escorraçaram!

A mim faz-me confusão, mas, confesso, sou confuso por natureza. Por fim, um abraço grande a todos os meus amigos emigrantes – aos que cá estão por estes dias e aos que não puderam vir.

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