A minha tempestadideias

Hoje, exactamente hoje, faz dois anos que comecei o meu blogue, que me principiei numa nova fase na minha vida.

Este blogue que ainda hoje mantenho, dois anos depois, onde já publiquei 616 artigos, onde já tive 745 comentários e onde já fui lido por 93.395 vezes, é para mim muito mais que um blogue, é uma mudança na minha vida, é uma mudança na pessoa que sou. Sinto-me mais eu desde que o comecei e sinto-me, essencialmente, muito mais feliz desde que a Mariana Costa, a minha princesa, e o meu grande amigo Romeu Cascais me incentivaram a arriscar mostrar ao mundo o que tinha dentro de mim, tal como antes outro grande amigo havia tentado, o Fernando Miguel Santos.

A frase que sempre acompanhou este blogue foi: escrever é uma maneira de falar sem ser interrompido. Esta frase pertence a Jules Renard e diz muito para mim, diz muito do que gosto de fazer.

A minha vida mudou de verdade, pude publicar em sítios como a Revista SIM, a Mai Magazine, o Praça Pública, o Jornal de Estarreja, o Clique (como redactor e como cronista), o P3, criar conteúdos para o Porto Reaparecido da Gbliss by Geotrad, ser orador numa conferência de Marketing em Mirandela, ser finalista do SoPitch com o mantra de “escritor de sonho”, manter-me a escrever semanalmente no Ovarnews e na Ovarense. E, para além de tudo isto, ter sido parte de um dos projectos que mais feliz me fez em toda a minha vida – o meu pequenino livro. O REALIDADES, um pequeno conjunto de 70 páginas, desenhadas pelo Filipe Kabra e escritas por mim, coordenadas incansavelmente pela maravilhosa Irina Saur-Amaral e potenciadas pela IPAM Edições, sempre com o apoio do André Vieira, foram uma fase da minha vida que jamais esquecerei. Pude apresentá-lo na Junta de Freguesia de Ovar e no Paralelo 38, no Furadouro, pude ir falar sobre ele a Aveiro, Porto e Lisboa, pude receber o carinho das pessoas e palavras que jamais poderia sonhar receber.

Se sempre fui agradecido pela vida que me tem calhado, nestes dois anos sou mais. Sou um afortunado, pela namorada que tenho, pelos amigos que alimento desde sempre e para sempre, pela família que não escolhi ter mas que se pudesse escolher jamais seria diferente, e também por mim. Porque desenganem-se os que pensam que eu não gosto de mim, gosto, gosto mesmo. Só posso ser feliz, assim como sou, gostando de mim. E gosto. Gosto de mim como gosto de poucas pessoas, e luto por esse amor egocêntrico. Tento fazer-me melhor todos os dias para nunca deixar de amar-me, e se tenho algum segredo para a minha felicidade é esse, essa necessidade de me apaixonar por mim.

Por isso, e pelos dois anos de blogue, digo-vos que não vou parar. Quero fazer muito mais. E, em breve, espero estar aqui com novidades. Um projecto diferente, aliciante, mas sempre junto desta grande paixão que encontrei nas letras escritas, nas palavras construídas, nas opiniões grafadas, nas estórias inventadas.

Muito obrigado a todos. Devo-vos uma fatia grande do bolo da minha felicidade. E isso não tem preço nem palavras que possam descrever. Tenho-vos a todos no meu coração, como tenho o blogue e como terei tudo o que construir daqui em diante! Sou feliz!

Ral

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