A crise que não é para ser curada

Há coisas que não percebo. A dignidade não deveria ser uma escolha e um direito?

Em Portugal, faz tempo, fala-se do aumento da idade da reforma, na Grã Bretanha, agora, o ministro da economia diz que vai apresentar um plano para alargar a idade da reforma para os setenta.

Ao mesmo tempo, no mundo todo, com razão, fala-se da vergonha que é crianças trabalharem, serem exploradas, mas trabalhar aos setenta anos a acartar ferros, baldes de massa, ou a cuidar doentes, a arrastar macas, a operar pessoas, não será um pouco da mesma coisa, ainda que ao contrário?

Querem que acabe o desemprego jovem, mas também não querem que os velhos cheguem a gozar a reforma. Assim vai ser difícil, a crise não se vai curar, até porque curada não tem piada. Seria como o futebol sem casos de arbitragem ou as televisões sem reality-shows, não era?

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