Sonho de liberdade

Sou meio romântico. Vejo o mundo nuns olhos cintilados, com sorrisos aqui e ali, em toda a parte.

Nem sempre é assim, até eu já chorei. Pior, até eu já tive vontade de chorar, sem chorar. Sufocar é que não, porra.

Tenho vontade de dizer as coisas que digo, penitenciar-me pela minha opinião. As palavras são duras e pesadas, são um contracto com a consciência. Podemos faltar à palavra, não presenciar a certeza do que descrevemos, todavia laboramos sempre com os nossos ideais. E os ideais são a consciência. O deus da nossa existência, omnipresente.

Não sendo dono de verdades absolutas, sou dono das minhas ideias. Se certas se erradas, cada cabeça a sua sentença. Mas são minhas, isso são, e guardo-me nelas com o direito de errar e acertar. Faço e digo, às vezes só faço e outras só digo. Nem posso fazer tudo o que penso nem posso dizer tudo o que faço. Vivo no meio-termo, no alívio. No alívio de alvitrar tudo o que sinto. Posso sentir errado, não estar certo, mas se digo é porque sinto. Posso inventar histórias, mas não invento opiniões. Sinto-as, possa ou não fazer mais por elas. Liberta-me.

E eu gosto de ser livre, ao menos de pensar e dizer. Não ofendo, isso acho que não, só sou feliz a dizer o que sinto e penso, seja mais ou menos verdade, liberto a liberdade de cada um. Novamente, cada cabeça a sua sentença. É feliz sermos livres. E livres não é fazermos o que queremos, é pensarmos o que queremos e fazermos com isso o que sonhamos ser possível fazer.

Ral

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