Novos Amores

Sentir saudades é tão comum como amar. Sendo que amar é mais comum que sentir saudades.

Em todo o lado vejo corações esplêndidos, pendurados nos murais do facebook e a referir o amor com o mesmo pretensiosismo dos americanos. O I Love cabia nos hamburguers e nas relações, no desejo e paixão, nos sapatos e vestidos. Em Português, não. Amava-se o amor e gostava-se, quiçá adorava-se, as coisas corriqueiras. Agora, não. Amam-se os computadores novos, apaixonam-se pelos sapatos que estavam na montra e adoram-se os hamburguers do McDonalds.

– E dela, o que achas? Estás apaixonado, não estás?
– Não, gosto dela, sim, mas apaixonado só por mim.

Continuação de post:

Amar é olhar e ver reflectida uma tremura. Uma tremura que não se explica, que não se sente quando se procura, nem se encontra quando se sente. Amor é, eternamente, desconhecido, inenarrável, intraduzível.

Amor é silêncio.

E chiu. Que só sei viver em silêncio, silenciado pelo amor.

Ral

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2 thoughts on “Novos Amores

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