Amor em prosa

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Não sou bom nem mau,
Sou um pedaço carnudo de um céu ido,
De um mundo engolido.

Vivendo flutuante na espuma deste mar
Desembocado no longínquo infindo,
De um desprazer inapto de alcançar a mocidade,
A nobreza da intrepidez, lapidada na pedra cavada,
Desse teu ventre consumido
Pela minha ânsia, pelo meu ardor
De um feitiço feito de amor,
Que, em acaso, também pode ser castiço.

Castiço de rir, de chorar com lágrimas
De ternura e afecto,
Pois entre nós sempre remata
Na melancolia de uma vista,
Derrubada sobre o vulcão de erupção aflitiva,
De urgência como deve ser, como sabemos ser.

A nossa premência acha-se na firmeza
Que o vivido não é o desmerecido,
A espera do acontecido,
Mas meramente um acaso do recebido.

Por ti, amor, só por ti,
Faço aqui e ali,
O que não é bonito nem disforme,
Mas que para sempre nos consome.

O amor. O simples e merecido amor,
Que nos definha no contraciclo
De um caminho para o hemiciclo,
Deste nosso grande criador.

Se deus existe, que se resguarde,
Que se esconda,
Pois, nesta viagem, só o amor é que pode ser narrador.

Ral
http://www.bubok.pt/livros/6257/Realidades

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