Amanhecer no Porto

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Desabrocha cintilante de uma luzência escura,
Reflecte fresco num pórtico de candura,
Ai, como eu amo este Porto dos leões,
Que ainda está, por ora, sem confusões.

Deslizante, em critério assumido, segue o vento,
A galope do seu timbre sem tento.
Quem sabe, irá desaguar à Foz,
Uma praia que seduz algo de nós.

Baralham-se os sentidos com a vante quietude,
Que nos leva em viagem pela plenitude.
Sem vozes, desordem ou companhia,
Esta cidade deserta entrega nostalgia.

Faz sentido assim ser,
Com as pálpebras dormidas, é o melhor de acontecer.
Reluz a luminária, vinda do éter apaziguador,
Que, sem o aspirar, faz de mim mais sonhador.

Com carreiro livre, estrada limpa e pessoas arrumadas,
Caminho como rio em dia de enxurradas.
Livre, leve e de coração ocupado,
Levitando para mais um dia preparado.

No meu coração,
Levo a Foz, o Douro, os Clérigos,
A Cordoaria, os Aliados,
O Bolhão e até o São João.

Ral
http://www.bubok.pt/livros/6257/Realidades

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