Amar e sofrer!

Oprimem-se as vontades e anseios.
Faz-se mútuo silêncio, como prisioneiros
Do lúgubre da indiferença,
Do receio da dissemelhança.

Os caminhos afunilam-se, apertam-se,
Encrostam-se e fogem-se.
O escuro volta a inundar,
A aparecer e a ficar.

A tristeza avassala, faz mossa,
Faz olvidar a história que é nossa.
O coração diminuí, mingua,
O amor não desagua.

Os minutos movem-se, empurram,
Fazem estrondo no ponteiro e pulam.
O tempo anda desmesurado,
E esse momento já não poderá ser riscado.

A marca está registada, sentida,
Tenta-se mas não é esquecida.
Os ventos já sopraram, os outonos mudaram-se,
Mas as incertezas perpetuaram-se.

Os ensejos de tristeza são o que são,
Magoam no coração,
Mas um amor tem que vencer,
Porque dele também faz parte o sofrer.

Ral
http://www.bubok.pt/livros/6257/Realidades

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