Até com mortes consegue complicar!

cavaco silva, associativismo, política, recriar

Primeiramente, referir que excepcionalmente concordava com o senhor António Borges, mas não era por isso que não lhe reconhecia mérito no percurso ou que festejei a sua morte. Aliás, por muito desesperados que estejamos, não me parece de salutar a morte de quem quer que seja. Podia ser um idiota em muitas das suas intervenções, que era, mas isso não faz dele um assassino, ou genocida, que merecesse morrer. Tenham atenção, a crise não desculpa tudo.

Quanto ao restante, que é o mesmo que dizer este texto, as minhas palavras vão para o prezadíssimo Cavaco, que, como é seu apanágio, fez borrada. E da grossa.

O excelentíssimo PR estava a gozar as suas férias enquanto o país ardia, mas quanto a isso nada, não seria mesmo ele que apagaria os fogos, agora não interromper as suas férias em cinco minutos, para no computador redigir umas condolências a bombeiros que, honrosamente, perderam a vida na luta por um país que ele, apesar de presidente, tantas vezes esquece, já se evidenciou mau. Pior do que isso, ele nem precisava de ir para o computador, com uma simples chamada um dos assessores o faria, pois, a bem da verdade, custa-me a crer que ele escreva o que quer que seja para o país, está demasiado ocupado a adormecer sobre ele para fazê-lo. No entanto, ele não é senhor de se ficar e, claro, tinha que complicar, e fragilizar, a sua posição. Fez essa tal pausa para dar as condolências ao senhor António Borges. Não estou contra a segunda posição, a das condolências, abomino é a primeira. Acrescendo que não percebo o dinheiro que se despende em assessoria, pois a dele há-de ser a pior de sempre. Ou ignora os que o apoiam e só faz borrada sozinho; ou os que o assessoram são do pior que já existiu.

Na hora da morte, não há políticos, formados, ou cidadãos de elite, há vidas humanas, há pessoas, há famílias. Esta disparidade de tratamentos demonstra bem o perfil de inaptidão do nosso presidente, que coloca as suas disposições pessoas acima das do país, conforme já tinha deixado claro na Colômbia, numa feira do livro dedicada a Portugal, quando ‘esqueceu’ o José Saramago no discurso. Enfim, um país não é um presidente e um presidente não é um país. Valha-nos isso!

Ral
http://www.bubok.pt/livros/6257/Realidades

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