Servidão

servidão, preso, mim, evolução

Estou atado dentro de mim,
Caminho e cogito em coisas assim.
Tipo vontade e querer,
Desejo e poder.

Sou um impero de inflamações de memória,
De peripécias na minha história.
Não busco muito o que não sou,
Olho mais para trás a ver o que melhorou.

Reflexiono que já fui pequeno e cresci,
Que o caminho está a ser feito por si.
O si sou eu, eu mesmo,
Ao mesmo jeito principesco.

Sou servente de mim
E gosto de ser assim.
É inato que queira melhorar, aperfeiçoar,
Por isso penso no que já fiz para daí caminhar.

Perfeição não me apraz,
Tirar-me-ia a capacidade de prosperar e a paz.
Ficaria exacerbado de vontades e ambições,
Sem necessitar de planos e meditações.

O meu prazer não está na perfeição,
Está na evolução.
Só assim, com esse querer,
Sou capaz de me construir melhor ser.

Progrido ao ritmo do que descubro,
Mas não me torturo.
Olho isto e aquilo, como ambição,
E por aí defino a próxima meta de eleição.

Sou mais do que era, e isso é indulgente,
É a prova do caminho para a frente.
Olho, miro e faço.
Nem sempre consigo, mas também não me deito no terraço.

Tentar é o lema!
Claro, existe sempre celeuma,
Mas não me rejeito,
Volto a tentar, melhorando o meu jeito.

Vivo numa imensa servidão,
Mas não exagero na pressão.
Sou dono de mim e do meu trilho,
Por isso, siga fazer palmilho.

Servidão de nós mesmos
É entrega e paixão,
Vivo de coração!

Ral
http://www.bubok.pt/livros/6257/Realidades

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