Basket para todos

2013-07-26 00.52.41

Para quem lê este texto e não é de Ovar, poderá fazer pouco sentido. No entanto, se quem é de fora tiver amigos e gostar de divertir-se, até pode fazer um sentido enorme.

Hoje é dia dos avós e o Mick Jagger faz anos, mas o que me percorre o pensamento é que logo entro na minha primeira paragem de férias deste Verão – sem deixar de enviar um beijo aos meus avós e dar os parabéns ao Mick. Vou descer um bocadinho até as zonas de praia, colorir a pele de tom mais escuro e deixar-me cair em mergulhos apaixonados e caipirinhas frescas. É só, para já, uma semana, mas retemperará forças e aumentará ânsias de felicidade.

Contudo, o título do texto é outro, é o Basket Para Todos. Uma actividade que se tornou tradição em Ovar e que reúne gerações, faz os mais pequenos e os mais velhos sorrirem como se todos tivessem nascido no mesmo ano e partilhassem os mesmíssimos interesses. É um festival de alegria, onde também se joga basket. Participo nele desde a primeira edição, desde que se começou a jogar no playground de São Miguel. A organização era outra e as coisas foram evoluindo, mas o intuito mantém-se: amizade, diversão e basket. Tudo coisas boas!

Nunca fui de me ralar de encurtar os meus minutos em campo, para os que dominam mais a modalidade que eu, sempre me importei mais com as conversas de balneário, com os cumprimentos de força e com as fraternidades pós jogo. Aí, sim, sinto-me um crack. A nossa equipa foi-se metamorfoseando ao longo dos anos, mudando algumas peças, contudo a imagem manteve-se idêntica. Amigos felizes, divertidos, com histórias para contar e jantares de não mais esquecer. Para mim, isso é o basket para todos. É, aliás, o sentido de tudo na vida. Queiramos nós ser felizes e podemos ser. Ainda assim, a minha equipa, este ano chamada de Gangue Malvado, jogará a final e eu já cá não estarei. Sem hipocrisias, as finais são para ganhar e eu torcerei pelo sucesso, num torneio onde já jogamos finais e meias-finais e nunca vencemos. Não obstante, existe uma conquista que já ninguém nos tira. Os minutos, horas, dias e semanas que já passamos ao longo dos anos neste torneio. Poderei viver cem anos, algo que até tenho esperança que aconteça, que nunca esquecerei estes convívios de Julho, que se apresentam como um pré-Verão recheado de alegria e companheirismo.

Assim, à distância, amanhã estarei a torcer por vocês durante todo o jogo, a brindar a cada um dos copos que levantem no jantar final e a agradecer a todos os outros participantes que abrilhantaram este torneio que é de todos nós.

Vivo de felicidade e no Gangue Malvado ela existe, pelo que já me sinto Campeão! Agora, só falta marcarem triplos, não falharem bandejas e acertarem nos ressaltos, para me recordarem que só faço falta no jantar. Aí, no jantar, não admito que não se recordem que eu podia brilhar e ser o melhor marcador, no restante confio em todos, desde os treinadores pouco consensuais, até aos adeptos fieis e aos jogadores bem-dispostos. O título está ganho, este mês já ninguém nos tira!

Até já, que as celebrações não acabarão amanhã!

Ral
http://www.bubok.pt/livros/6257/Realidades

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