A rebaldaria do dinheiro

dinheiro, precariedade, falta, escassez

O dinheiro, o maldito do dinheiro,
Funciona como uma prisão,
Acorrenta-nos na verdade de prevermos
Que ele será sempre a nossa perdição.

Cogitamos no prazer, na astúcia da vida,
E lá vamos nós fazer as contas,
Para ver que uma já está perdida.
Enfim, o ordenado não dá para tantas!

Sonhamos com o fim do mês,
Espreitamos a conta uma e outra vez,
Mas no fim lá nos conformamos
Que ainda se mede é pela escassez.

Nós trabalhamos, laboramos,
Mas ele foge como se nos acomodássemos,
Como se do trabalho nos apartássemos,
Só para não termos o que nos alimentar.

Fico triste, pois tenho que ficar.
Não é que eu seja ganancioso,
Ou só tenha vontade de ganhar,
Não quero é prender-me em vida de ocioso.

Ele mede-se pelos cifrões,
Aliás, pelos zeros.
Quantos mais para a direita, mais milhões,
Mas isso para alguns, para outros desesperos.

O dinheiro, o que não traz felicidade,
Também não traz alegria.
Na sua ausência inflige precariedade
E isso provoca uma triste rebaldaria.

Ral
http://www.bubok.pt/livros/6257/Realidades

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