Cruzada de Verão

praia, verão, abertura, mar, mergulhoPauto caminho e desço encostas. Olho e vejo o azul a bater no amarelo, não desisto. Continuo o caminho, passo após passo. Ajeito as havainas. Elas eram brancas, viraram acastanhadas, do parque caído entre árvores. A pedra é forte, robusta, declina-se sobre os guarda-sóis e esconde um bar de palha, com três mesas plásticas e muitos refrescos. Os senhores do balcão falam com pronúncia. Dizem os sins e os nãos com outro sonido, não é nada nortenho. Peço o café do costume. É de manhã e não resisto sem ele. Ainda na banca de madeira, feita com palha de adorno, acendo o cigarro e contemplo as pessoas a mergulharem, a criarem um ruído silencioso de mar pacífico. O sol escalda e a t-shirt já saltou, está presa na beira dos calções. Já com o cigarro perto do final, caminho pela areia, já de havaianas descalçadas.

– Vens, amor? – Pergunto eu.

Sorri-me e diz que já vai. Eu sorrio-lhe de volta e aguardo. Eu sei que irá e que irei beijá-la. Entretanto, a areia humedeceu, ficou mais enrijecida e eu sorrio com isso. Sabe bem e já refresca. Sem pensar muito, ou em nada, olho a imensidão onde se plantam barcos. Dou mais dois passos e já me bate pelo joelho. Mais dois e já está acima da cintura. Um mais e mergulho. Assim, está aberto o meu Verão!

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