Um mundo melhor

2012-09-06 09.45.14Bonitas histórias de vida, foi o que ouvi. Gosto sempre destas coisas. Sou apaixonado pelas pessoas, pelas suas narrativas.

Acredito piamente nos estudos, nos conhecimentos, todavia alegro-me é com histórias. Não deixo de me emocionar e motivar, com pessoas que do zero fizeram uma biografia grandiosa. Fico invejoso, mas no melhor sentido da palavra, fico ansioso por também eu palmilhar caminhos que me levem a viridários. É uma vida curta, demasiado até, contudo tem em si tanta magia, tantas possibilidades que nos passam em frente dos olhos e nem sempre vemos, que é uma alegria desmesurada perceber que existem pessoas de órbitas em alerta, de punhos cerrados e, simultaneamente, de braços abertos. Olham, vêem, fazem-se à luta e abraçam grandes oportunidades.

O meu percurso é pequeno, tem talvez uns cinco anos, pois até aí somente via basquetebol, futebol na televisão, meninas bonitas, mesas de café com amigos, discotecas com corpos libertos de preconceitos, agitantes, mas agora não. Aliás, vejo tudo isso na mesma, com a diferença de as meninas terem-se tornado uma e de ver mais coisas. Até agora, parecia-me impossível fechar-me num escritório, idear o mundo inteiro numa mesa de madeira e transportá-lo para um ecrã que fica colorido pelas letras que lhe teclo. Não obstante, hoje isso é um alimento dos diabos, é um prazer.

Com vinte e cinco anos, a caminhar, quase na chegada, para os vinte e seis, sinto-me sem a responsabilidade dos trinta, sem a irresponsabilidade dos dezasseis, mas com a capacidade de sonhar dos vinte. Sou um miúdo, cheio de sonhos e vontades, que vai bater teclas e sonhos, até não poder mais. Não tenho vergonha de errar. Reparem que já não aguento dez minutos de corrida sem soltar os cigarros exagerados que fumo, sem suar as cervejas que devia trocar por águas, ou sem falhar os passes do futebol que nunca foi o meu desporto, ou os lançamentos do basquete que em tempos até tive jeito. Piorei em determinadas paixões, porquanto cresci noutras. No entanto, não apago nenhuma delas. Sei que numa serei melhor sucedido, noutras rir-me-ei de mim, pois gosto de fazê-lo, de me tornar mais livre dando as portas do gozo aos outros, porque eu não sou feito pelo que os outros vêem de mim, sou feito pelo que eu me vejo capaz de fazer. E eu, na minha inconsciência que tanto admiro, vejo-me capaz de conquistar o mundo. Mas não se assustem, não serei vosso patrão. O meu mundo é o meu mundo, o vosso mundo é o vosso mundo. Mas, acreditem, se cada um conquistar o seu mundo, o de todos nós tornar-se-á melhor. Muito melhor.

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