Turquia a ferro e fogo, numa Europa de reflexo

erdogan, turquia, protestos, europa, desesperoA época que vivemos é propícia a loucuras, a descontrolo emocional em qualquer adversidade. E a Turquia é a prova maior disso.

Porém, a questão da Turquia parece-me que não se resume a esta cólera que as notícias negativistas que nos inundam os televisores e internet provocam, creio que tem um rosto bem vincado. Chama-se, claro está, Erdogan. É um primeiro-ministro um tanto peculiar, que mostra um comportamento demasiado instável. Quando regressa à Turquia, com apoiantes fervorosos, diria fanáticos, à espera dele no aeroporto, a gritar pela morte dos protestantes, ele apela à calma. Sensato, sem dúvida. Por outro lado, a cada vez que intervém e se sente em risco, parte para a ameaça, ora a referir que a paciência tem limites, ora a afirmar que os protestos não duram mais do que vinte e quatro horas, ora a referir que a situação do parque vai a referendo, ora a desdizer-se e a enunciar que as mães devem proteger os filhos e apelar que eles saiam de lá, pois a paciência esgotou-se, ora, ora, ora.

Assim, desta forma quase esquizofrénica, é pouco provável que se faça uma gestão de paz. Não conheço bem a realidade turca, todavia a informação de que por lá se proibiram os beijos em público diz um pouco da conduta deste senhor, que por diversas vezes aposta num discurso tecnocrata, avisando que não permitirá contestações à sua posição de primeiro-ministro.

Em suma, os países reagem com imediatismo aos tipos de políticas que os governam. Se por cá nos acusam de sermos mansos, de vincarmos pouco a nossa revolta, talvez se deva ao reflexo do nosso governo. Ao governo que se rebaixa constantemente, perante uma Europa nem sempre ciente da razão. Por outro lado, essa teoria cai por terra. Ainda não vimos ninguém a ser tão mesquinha e chantagista, quanto o Crato ontem foi na televisão pública, que por ironia foi a única a que acedeu dar a entrevistas. Enfim, são países e poucos estão bem. Cabe-nos a nós reclamar do nosso, pois com opinião e divergência é que crescemos. Ao menos, assim gosto de acreditar!

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