O 10 de Junho merecia mais!

dia de portugal, 10 de junho, cavaco silva, vítor gasparO fim-de-semana foi prolongado, disso ninguém duvida, mais dúvidas existem é da importância que foi dada ao dia de Portugal.

O nosso Exmo. Sr. Presidente da República, entidade máxima na democracia do país, maior patente do nosso Portugal que ontem se celebrava, fez mais das suas. O discurso foi todo virado para um futuro que ninguém sabe quando virá. Não digo que não seja importante pensar nele, porque é, mas num país em que se vive o que se vive, por governar-se num imediatismo bloqueador, onde se recebem 10 euros por algo que poderia valer 1000 euros uns anos à frente, só porque os 10 euros vêm na hora, chega a ser cómico ver um presidente a avisar s pessoas para estarem atentas e precavidas, para quando a economia começar a crescer, após a saída da troika, quando não se vê forma de o Pib melhorar, quando existem pessoas alarvemente à procura de um papo-seco que lhes acolha o estômago, quando todos os dias vemos um vizinho, ou um amigo, ou um conhecido a sair para fora do país.

É este discurso que nós temos. Num país que quadruplica a austeridade, que tem um ministro das finanças a falhar em catadupa as previsões, a pedir piedade por ser do Benfica, a acusar a chuva pelos erros dele, a esquecer-se que graças à chuva e ventos poupou um valor considerável em importação de energia, a chamar reestruturação ao despedimento em massa, a acabar com a população jovem no país e temos, ainda, um Presidente da República a avisar que devemos estar atentos ao dia que isto acabará. Mas, então, avisa que devemos estar atentos e não faz uma previsão de quando será a chegada desse dia? Mesmamente, posso idealizar a minha rotina, para quando for um multimilionário. Se não são necessários planos, se não preciso definir metas e apresentá-las, basta dizer que isso vai acontecer. Pois bem, quando for rico:

– De manhã quero sentar-me uma hora a tomar café, a comer torradas e bacon e a ler jornais;

– Antes do final da manhã, quero ter uma reunião importante, que me faça mais uns bons milhões;

– À tarde, quero ir meia hora ou uma hora ao computador, depois de um almoço virado para o rio ou mar.

– À noite, o Bairro Alto ou Barcelona, Paris ou Nova Iorque, está bom!

Enfim, Portugal merecia melhor celebração. Valha-nos o Mourinho que não esqueceu o dia de Portugal e mostrou ao mundo como deveriam ser os portugueses que nos governam. Concisos, confiantes, metódicos, organizados e ambiciosos. Mas não, isso era pedir muito. Ficamos com os coitadinhos que reclamam da chuva mas não sabem o que melhoraria com o sol, ou com um Presidente da República que com 30 anos na política já conseguiu dizer que não é um político. E isso nota-se. Nota-se bem!

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