Portugal a arder

mourinho, ronaldo, pepe, portugueses, confusãoHoje de manhã, no JN, vi uma notícia que anunciava que Mourinho acusava Ronaldo de pensar que sabia tudo e Pepe de ter estado praticamente fora do Real.

No interior, Mourinho referia que Ronaldo achava que sabia tudo, mas que fez três épocas fabulosas no tempo que ele estava lá. Enquanto Pepe, no entender dele, não era apreciado como o jogador fantástico que era, por isso lutou para que ele fosse mais respeitado, no entanto teve uma lesão prolongada e apareceu o Varane, doze anos mais jovem, e ele sentiu que era momento de fazer a transição. O Pepe não foi capaz de compreendê-lo e, logo, os que acusavam Pepe de ser um assassino, que eram os mesmos que o queriam de lá para fora, saíram em defesa dele, criticando o Mourinho. O que no entender do treinador é um reconhecimento do seu trabalho, pois os ódios devem ser puxados para o treinador, de maneira aos jogadores terem liberdade para fazerem o que sabem. E que, assim, o Pepe ficou numa posição confortável, novamente.

A notícia, por si, era interessante, não tinha como lhe resistir, mas o que me fez palpitar de imediato foi a sensação de que vinham por aí pérolas. Pérolas que entenda-se por comentários. Assim foi.

O Ronaldo, que aparece noticiado sempre em associação ao Messi, é julgado pela mesquinhice portuguesa, acusando-o de ser inferior ao Messi, de ser um convencido, que se devia preocupar era em jogar e não em falar, aparece agora a ser defendido pelos nomes que eu suponho sejam os mesmos. O Mourinho é um convencido que acha que só ele é que tem razão, o Mourinho é fraco porque com uma equipa daquelas devia ter ganho tudo, o Mourinho é isto e aquilo. Não vale nada. Porém, e não obstante, se for um dirigente espanhol, ou nomeadamente do Barça, a acusá-lo do que quer que seja, o Mourinho só foi vítima de um clube sem estrutura, de um grupo de espanhóis que se uniu no balneário e lhe fez a folha.

No final de tudo isto, tenho a dizer que Portugal é um país a arder. Podemos viver em crise, termos subsídios e direitos cortados, mas quando toca a avaliações de pessoas, Portugal será sempre um expositor de divertimento. Coerência é palavra que não nos aprouve. E eu gosto disso. É mais divertido!

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