Dia ambíguo

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Ontem vivi um dia de muitas emoções misturadas, uma amálgama de alegria imensa e tristeza profunda.

Durante a tarde jornadeei pelo interior do país, numa cidade de Mirandela que não conhecia bem e me encantou com a sua beleza e organização. Uma cidade que me cativou, pela sua simplicidade, simpatia e beleza. No seguimento, tive a possibilidade de estar a expor a minha experiência profissional e pessoal, numa palestra organizada pelo Núcleo de Marketing de Mirandela, a quem deixo um enorme obrigado e congratulação. Uma estrutura pequena, simpática, organizou um evento que acolheu diferentes experiências e visões, enriquecendo os presentes. Espero ter ajudado nesse processo, com a certeza que deles trouxe algo. O fervor do tempo dos sonhos, é sempre o meu maior alimento. Fui feliz a ver estudantes, percebendo que há pouquinho tempo era eu ali. A imaginar como seria a minha vida alguns dias à frente. Ainda hoje imagino, mas bem-aventurado de já desenhar alguns desses dias vespertinos.

À noite, foi maravilhoso estar sentado numa mesa de uma café que é uma segunda casa, junto a amigos que partilham a paixão pelo futebol e pelo Benfica. Não esquecendo, porém, os portistas e sportinguistas que lá estiveram. Honraram o futebol com a sua presença e com o elogio ao futebol do Benfica. Foram o oposto do escorrido de barbaridades que vi nas redes sociais e que me fizeram ter um desabafo no meu facebook pessoal. Fiquei triste. Claro que fiquei triste. Contudo, agora, mais calmo e com o coração com os batimentos mais acertados, quero adicionar algo ao que foi o meu texto do Benfica. Foram grandes. E não foram grandes somente no jogo, na brilhante exibição. Foram brilhantes na derrota. Se bem se recordam, antes do golo do Torres, existe um golo mal anulado ao Cardozo, no decorrer do jogo o Ramires parou, pelo menos, umas sete ou oito jogadas do Benfica em falta, sem nunca ter visto um amarelo, o lateral espanhol não viu amarelo sequer, no penálti, e com isto a história podia ter sido outra. Como podia se o Garay não se tivesse lesionado, se o Jardel não tivesse entrado com uns nervos compreensíveis e tivesse limpo aquela jogada que deu o canto. Mas, o imenso de tudo isto, foi que não se ouviu uma palavra de crítica à arbitragem, não houve um lamento da lesão, houve, sim, palavras de apreço aos jogadores e adeptos; houve lágrimas de dor sem pensar nos senãos, somente a acreditar que um dia chegará a glória. E por tudo isto, sou um benfiquista honrado com a noite de ontem, com a forma como uma equipa se montou num ano em que se dizia seria um descalabro, após a saída de peças fulcrais quando já não se adivinhava.

Para finalizar, gostava de deixar uma palavra ao David Luiz. Não se podia pedir que ele não festejasse, não era justo para o esforço de uma época. Podia-se, sim, esperar que ele se abstivesse de comentários de amor ao Benfica, quando o seu clube é o Chelsea. Todavia, ele foi mais longe. Disse que não pode esquecer um clube que o foi buscar à terceira divisão do Brasil e o mostrou ao mundo, falou de um treinador que o amadureceu e fez jogador, um treinador que devolveu a mística, referiu uns adeptos incansáveis, pediu-lhes apoio ao clube de todos nós. E foi benfiquista, foi grato. Obrigado, David. Por isto, nunca serás esquecido. Chamam-nos pouco ambiciosos, mas tu sabes que somos é gratos. Sabes, porque também tu és. Obrigado!

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