Um adeus agradecido ao Ferguson

alex ferguson, manchester, futebol, carreiraUm amigo desafiou-me a escrever sobre o final da carreira de Sir Alex Ferguson. Aqui estou, a escrever e a admirar uma história cada vez menos comum.

Nos dias de hoje, a efemeridade é o caminho. Todos se sentem seguros com a certeza de uma mudança positiva, por muito que as conjunturas sejam desfavoráveis. Existe urgência. A necessidade dominante de algo diferente, de algo que seja muito para nos enriquecer. É uma contingência dos tempos que correm, a mudança é fulcral. Não me compete referir se é bom ou mau, pois também eu gosto de experiências, de sensações à parte do quotidiano.

Contudo, observar um senhor do futebol, um dos maiores negócios do mundo, que se consegue manter impassível, indiferente aos ventos tempestuosos, sempre no leme de uma contenda que é imensa. Uma contenda que é conhecido por todos os leigos do futebol e mais ainda pelos apaixonados dos relvados. É um senhor, sem dúvida um senhor. Melhor empregue não podia ser, o rótulo de Sir. Ele é muito mais que um treinador de futebol, é um difusor de valores, de mestria. Não se abnega de demonstrar que os grandes jogadores se fazem com a constância, com o trabalho diário dele, que reflecte, como o nosso rosto na água, a evolução dos que jovens passam pela sua mão. Tirando um recente Van Persie e um ou outro, digam-me quantos grandes jogadores o Manchester comprou. Poucos, mas muitos lá se fizeram grandes. A maleabilidade deste senhor projectou-os, levou-os para patamares de excelência. E isto diz muito de quem ele é, do que ele representa para o futebol e para os valores de uma sociedade efémera.

O meu pai, numa escala apartada do futebol, trabalha há quarenta anos numa mesma empresa. Isso, a mim, assusta-me. Assusta de uma forma demente, de uma forma boa. Admiro-o, da mesma forma que admiro todas as pessoas que conseguem motivar-se dias e dias, anos e anos, no mesmo sítio. A capacidade destas pessoas, como o Ferguson, de se reinventarem é superior às dos saltimbancos que se multiplicam em ofícios ou desafios. Não são melhores, nem piores. São, obviamente, diferentes. E os diferentes de elite, de valor, merecem um obrigado. Por isso, obrigado, Ferguson. Sir Alex Ferguson.

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