Chega de matar crianças!

paquistão, crainças, mortes, terrorismo, estados unidos, liderança mundialNão é bonito de se ver, é feio e triste. Triste de doer o corpo todo da impotência. Desprezo cada morte provocada, a natureza já é crua que chegue, já nos leva sem vontade.

Os atentados de Boston foram tristes que doeu, com pessoas magoadas, muitas, e pessoas mortas. Um menino de oito anos, que tivesse o pai corrido ou não, foi-se. É uma dureza que não se pode explicar, que se dilui nos choros de cada pessoa que compreende que ele tinha a vida para viver, o ar para respirar. Ele não experimentou o mundo. Sentou-se na mesa a aguardar as entradas, mas nem essas chegaram. Com oito anos ainda não se provou as entradas, quanto mais se experimentou o prato da vida. Não é justo.

No entanto, um amigo ontem trouxe-me esta foto que retracta o post, que identificou como uma imagem menos visível. Concordo. Existem muito mais crianças a serem vítimas da política, dos petróleos, que o que imaginamos. A viralidade é uma treta, no que a estas coisas se refere. Expõe, somente, os casos mais mediáticos. O menino de oito anos foi triste, será triste para sempre, porque a lembrança não se apaga, mas e estes meninos do oriente? Das religiões diferentes, que são mártires de crenças que nem eles percebem, que nem eles têm hipótese de escolher? É uma parvoíce. Deviam escolher o que querem da vida, ao menos. Contudo, nem para isso lhes dão tempo. Ao cabo de anos, poucos, já estão enterrados a bem de uma luta que não é deles, jamais deveria ser deles.

Os Estados Unidos nunca serão consensuais. Não podem ser. Líderes nunca são. Eles lideram o mundo, com uma nação recente e sem identidade própria. São um povo de mescla, como uma sopa de legumes. Definimos a sopa como de legumes, porém ela é composta por couve, beterraba, espargos, favas, tudo o que quisermos. Nos Estados Unidos é igual. Definimos como americanos, mas são africanos, islamitas, russos, portugueses, ingleses, mexicanos, hondurenhos. São tudo, e esse nada, é que os define. Porém, essa mescla não os deixa mais vulneráveis ao exterior. Eles não querem saber do exterior, querem defender apenas os que os defendem, os que os ajudam no proclamado périplo de liderança. Eles querem isso, liderar o mundo, e o resto perde importância. Filtram tudo quanto o possa contrariar. Se somos bons contra eles, ou morremos ou vamos para o lado deles. Pouco há a fazer, o mundo vergou-se a eles e eles ditam as regras dos petrodólares, das especulações da bolsa. Eles não são os melhores em nada, são é os ricos o suficiente para capturarem os de excelência.

Assim, no meio desta cruzada pela pujante liderança, vão-se fazendo vítimas que o filtro não deixa retractar. Meninos e meninas que caiem ao compasso das bombas que eram para os líderes tolos da religião, para os defensores acérrimos do seu petróleo.

Cada criança é uma criança. Não existem crianças americanas ou palestinas, crianças portuguesas ou afegãs, existem crianças. A pureza delas é demasiado bela, para se rotular do que quer que seja. Por isso, em suma, o que queria dizer é que me escorrem as lágrimas pelo menino de Boston, com a mesma veemência com que me caem por estes doces que estão na foto e foram apagados. Crianças são coração. Chega de matá-las!

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