Caramba, como é que falam mal da tecnologia?

redes sociais, criatividade, fotos, trabalho, edição, textoAlguns amigos murmuram-me das escritas diárias, da maneira como me delongo por linhas e linhas, dias após dias. Falam com um ‘q’ de curiosidade, não de admiração. De curiosidade.

No entanto, eles não se apercebem que residimos num mundo de criatividade. Uns mais americanizados, ou modernizados, pulam eufóricos para os cento e quarenta caracteres do Twitter. Café; boa companhia; olha, explodiu bomba, Boston, tragédia. Assim, em palavras entrecortadas, em pensamentos fugazes e traduzidos em miúdes, extrapolam ideias. Formulam pensamentos. Nenhum quer fazer igual ao outro, muda a vírgula, dá um jeito ao adjectivo, faz bonito no jogo de palavras. Mas igual não. Igual é feio.  Depois, os mais comuns, retesam da foto adornada, daquela gira que joga bem com as cores, com o rosto que está mais bonito e mais magro, mais favorecido, para se recriar nuns termos janotas. Riu-me a bom rir nos comentários que leio, nas descrições que vou olhando. Não riu de escárnio, riu da invenção que as pessoas fruem, do humor delicioso que alimentam dentro de si.

Assim, com a alavanca das redes sociais, diariamente existem milhares de criativos a laborar. Fotos seleccionadas no limite do detalhe, trabalhos fantasmagóricos de edição de imagem, desde a verruga que vira maquiagem, até à barriga que se torna abdominal; não esquecendo a faina bonita das palavras, das frases certeiras para o complemento edílico da praia que os alberga no sorriso, do mar que ilumina a areia descolorida pelo instagram.

Caramba, como é que falam mal da tecnologia? Da evolução dos tempos? Eu sou feliz à brava, a viajar por carris e carris de redes sociais. Eu não deixei de ler em livros de papel, não há dia que não o faça, mas também gosto de ver a virtualidade das palavras mundanas, do calão imaginativo que vem dos americanos que seguimos no twitter. Raios partam, quem fala malévolo disto. Desta coisa boa da evolução. Leio em papel, são escassos os dias que não vou ao café socializar em pessoa, com prosas que detêm olhares, mas, ainda assim, aprovo as redes sociais. Que mal tem? Sou vivo, gosto de pessoas, gosto de paixão, mas isso não me impede de me divertir além delas, além da imagem que vendem nas redes sociais.

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