Viagens aos cafés, no Porto

botequins, cafés, porto, brasileiraA proximidade nem sempre é amiga da descoberta. Não raras vezes, quando se tratam de locais próximos e presentes no nosso quotidiano, não temos a capacidade de os contemplar, adiamos os olhares de admiração pela certeza que possuiremos muitas oportunidades seguintes para fazê-lo. E está mal, tão mal.

Felizmente, no sábado, tive a alegria de contrariar isso. Numa parceria que estreei com a Gbliss by Geotrad, uma empresa que vos recomendo a conhecerem, pelo fantástico trabalho que fabricam pela cidade do Porto, fui à descoberta da história escondida dos cafés e botequins emblemáticos da Invicta. Tenho a dizer-vos, que viagem maravilhosa. Fiquei apaixonado.

Numa expedição pedonal pela cidade, percorrendo aquelas calçadas de um granito e umas pedras falantes, que, de ouvido desperto, podemos ouvir a dizer como o Porto é bonito que dói, fui encontrando antigos botequins. Sabendo de histórias corriqueiras, daquelas que contam que os empregados contrariavam a dimensão de um café fazendo pedidos por gestos, ou descobrindo os locais que as imagens do imaginário, as pessoas grandes de mais para esquecermos, frequentavam. Chega a ser arrepiante, a forma como as palavras do guia nos entram pelo íntimo, nos caminham no foro da imaginação, para nos levar a um Porto de séculos passados, que a vista desarmada, dos dias de rotina, nos apaga. Aconselho tanto estes passeios. São bons e não é pela parceria que estreei, é pela forma apaixonada como estas pessoas vivem o Porto. Os turistas, esses, eram portugueses e com uma curiosidade sagaz. Como era bom de vê-los, como era bom estar lá com eles.

No meio desta manhã soberba, ainda tive mais uma alegria. As pessoas que dão rosto a estas actividades, desafiaram-me, de uma forma tão simpática que me erram os adjectivos, a estrear-me nos versos. Não é coisa que eu escreva ou sinta que seja bom, mas quando alguém vos dá tanta confiança que parece mal recusar, fica somente a saída de arriscar. Eu arrisquei. Que bom que eu arrisquei. Foi lindo! Pessoas que até ali não conhecia, nem me conheciam a mim, a sorrir ao ritmo das minhas palavras, a aplaudirem pela certeza de um menino que gosta de arriscar, independentemente do resultado, ou isso ou pelos nervos que não escondi, publicitei até. Foi maravilhoso. É isto que fica e é isto que levo. Maravilhoso. Que bonito é o Porto, que palavras de mel merecem as pessoas que o mantêm aceso, vivo na imaginação dos habitantes do quotidiano. Dou-vos um obrigado do tamanho da história do Porto.

PS – Revelarei, com um bocadinho de vergonha e muita alegria, os versos que fiz para estas pessoas deslumbrantes e para a cidade que tanto admiro.

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