O país do carnaval

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Para se sacudir de lá para fora

Os que fazem dos outros capataz.

 

São muitos, são demais

Vivem para sustentar erros,

Para embeber estupidez

Enquanto nós andamos derreados como freguês.

 

É esta a nossa nação,

Esta pouca vergonha, que nos aperta o coração

Que nos faz odiar

Os que lá estão no cadeirão.

 

Coelho, Relvas e Gaspar

São os nomes sonantes de uma podridão,

De um desajeito que nada nos deixa compreender,

Enquanto vamos indo para o fundo do alçapão.

 

Dizem que a culpa é da União,

Da Europeia,

Mas quem se fode é sempre o povinho,

Que nas eleições vai-se na teia.

 

Falta a escolha,

A alternativa,

A saída para longe,

O projecto que não seja narrativa.

 

Custa, dói

E corrói

Aperta o peito, esvazia o bolso,

E ainda nos torce o torço.

 

É um país sem legislação,

Para os que, no fundo,

Nos fodem a nação.

 

Chega Portugal,

Vamos exigir justiça para o mal,

Que não podemos viver sempre

Neste carnaval.

 

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4 thoughts on “O país do carnaval

  1. Ricardo, julgo que não lhe fica bem essa leviandade com que fala de pessoas que, quer goste ou não, são as referências (e reverências) da sociedade contemporânea portuguesa. Fico triste, porque acho que tem qualidades e gosto de seguir o seu trabalho, mas com estas estrofes que são lamentáveis e que insinuam sobre pessoas idóneas e que para além do mais não estão (ou são) envolvidas em qualquer (friso o qualquer) caso judicial que o leve a tomar certas conclusões. Só porque a triste comunicação social portuguesa crucifica pessoas como o Sr. Dr. Miguel Relvas não espero que as pessoas mais instruídas, como no seu caso, sigam o mesmo diapasão.
    Esperava mais de este seu blog.

    Com os melhores cumprimentos,

    Dionísio

    • Caro Dionísio,

      Primeiramente, agradecer-lhe a partilha de opinião e o não receio de contraposição. Estimo-lhe a coragem de encontrar, nas pessoas visadas, toda a idoneidade que refere, no entanto eu não tenho a mesma possibilidade. Inclusive, antes de prosseguir, agradecia-lhe que lesse o meu post posterior a este, pois nesse terá a possibilidade de ver que, felizmente, não sou rapaz de ir em diapasões. Estimo a minha opinião pessoal e os caminhos que uso para a fomentar. Porém, quando refiro os visados, não refiro somente os visados, mas até acrescento que só não erra quem não arrisca – dando alguma razão à posição, por vezes, ingrata, de quem lidera. Não obstante, vivemos num país onde se dá demasiada margem, os erros são somente aceitáveis, quando são feitos em medidas aceitáveis. Repetir erros sem fim, transcende o que considero paciência.

      Nuns anos anteriores tira-se a licenciatura ao Domingo, conforme ficou provado, nos seguintes aparece um Freeport, que, não sendo nada provado, é bastante nubloso, depois chegam umas promessas – movidas a necessidade de sacudir as pessoas que estavam no que referi de cadeirão – para se desmancharem assim que estão na liderança, manietada por pessoas que já se sabia da existência aquando das promessas; de seguida chegam as equivalências, as famigeradas equivalências….e aqui, caro Dionísio, esgota-se a tal paciência que lhe falei. Felizmente, considero-me instruído, como referiu e agradeço, e por isso mesmo a minha paciência esgota-se. Não posso aceitar, com leviandade, nem uma única equivalência por anos de experiência. Nem uma!

      Passo a explicar, equivalência por uma aula já frequentada? Perfeitamente. Pelo trabalho na prática? Jamais. Estudei, conclui a minha licenciatura, e tive a felicidade de começar a trabalhar. O que mais aprendi, assim que cheguei ao local de trabalho? A adaptar a teoria à pratica, se atalharmos uma dessas etapas jamais seremos profissionais completos. Aliás, poderemos ser, mas estaremos a boicotar uma parte de evolução e, se existir esse boicote, que seja deliberado e não toldado pelas ditas equivalências.

      Perdoe-me a sinceridade e espero que não perca o crédito que tem por mim, e que muito lhe agradeço, mas esta é a minha opinião.

      Um bem-haja, caro Dionísio.

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