Miguel Gonçalves? Um bem-haja a mim

miguel gonçalves

Não resisti a desabafar. Por estes dias o Miguel Gonçalves veio à voga, pela associação que fez com o Relvas. Gratuita, note-se. Concordo, porém, que a pessoa em causa, o Relvas, é tudo menos fidedigna e até o timing foi complexo, pois antecedeu a renúncia. Contudo, porque raio nos devemos esgotar aí?

O mais comum é chamá-lo de vendedor de banha da cobra, pois bem, e os que vendem o oposto, o pessimismo vigente, o que são? Reparem, eu sou tudo menos um apoiante do governo, podem encontrar um infindável número de críticas minhas, por escrito, a esta corja que lidera o nosso país. Mas é por causa disso que deixei de trabalhar? De escrever para três e quatro sítios de forma gratuita, na busca de visibilidade? Sim, é verdade, a escrita gratuita não é somente altruísmo, confesso. Abri as hostes, podem acusar-me de oportunismo. Eu credencio aquela velha máxima, romântica, do ganha/ganha. Se posso escrever para algum sítio, que de forma simpática acredita no potencial da minha escrita, e dar-lhe alguma coisa, porque não ambicionar vir a lucrar algo com isso também?

Oportunista? São livres de me chamarem o que entenderem, eu acreditarei sempre que sou proactivo, um eterno apaixonado pelas parcerias.

Retomando, eu reclamo, reclamo muito, pois não concordo com demasiadas medidas, mas continuo a procurar, a ouvir, desses discursos que vocês chamam de banha da cobra, acessos de fúria para o meu futuro. Sabem o livro que lancei e os sítios para onde escrevo? Um dos impulsionadores foi o Miguel Gonçalves, pois após uma palestra dele concorri ao So Pitch, tive a felicidade de ser um dos finalistas, e no fim não trouxe um novo emprego de lá. A verdade é essa, não consegui emprego. Consegui, porém, enormes contactos, a possibilidade de trocar ideias com pessoas influentes, que mudam paradigmas, e que me ensinaram algo muito valioso. “O dinheiro é a consequência, não é o motor!”. Chamem-me estúpido, mas isto faz mais sentido, para mim, que qualquer outra coisa. Foi esse o mote para enviar e-mails feito doido, a oferecer a minha escrita de forma gratuita. Imaginem, gratuita! Mas, o gratuita não é por estar de acordo com o Estado, por achar bem que me cortem subsídios ou o que quer que seja, é somente porque acredito que para um dia ganhar dinheiro, devo merecê-lo. Querem que vos conte outra coisa? Felizmente, mesmo que muito pouquinho, já vou ganhando algum com a escrita.

E o Miguel? Esse conheci-o enérgico, com aquele esperito que vocês chamam de parolo, num sítio onde não existiam cameras. Onde estávamos quinze pessoas, para as quais ele não tinha necessidade de impressionar ou vender, pois qualquer um de nós tinha menos dinheiro que ele. Disse-me, por essa altura, que havia de ir a Silicon Valley aprender com os melhores, que era um dos seus grandes objectivos. Sabem onde ele esteve este Verão? Em Silicon Valley. Imaginem, o vendedor de banha da cobra, alcançou um dos seus objectivos. Mais, para os eternos contestatários, ele é um orador motivacional, mas saibam que ele apareceu nesse registo após o Prós e Contras, contudo, antes desse aparecimento, dessa cobertura mediática, ele já estava a desenvolver o So Pitch, que reforço a alegria de por lá ter passado. E, muito antes do So Pitch, depois do seu curso de Psicologia, já havia agarrado um projecto de Branding, de propulsão de Braga no mapa. Com resultado notórios, para quem não pretender toldar a visão com a demagogia dos pouco audazes.

Se o Relvas é uma pessoa que desprezo? Certamente. Se incumbo ao Miguel Gonçalves o rótulo de fala-barato? Jamais. Sabem, é muito verdade que quando saímos de conferências, colóquios, etc, vimos com ilusões que tudo é possível e depois a rotina tira-nos isso. Obviamente, nada é tão romântico como quando estamos na plateia, todavia, se tivermos a capacidade de perceber que quem está no palco um dia esteve na plateia, pode dar-nos força. Mas para isso, para alcançar essa força, é preciso não esquecer que o pessimismo também é banha da cobra. Os que falam de motivação são parvos, os que somente reclamam são estúpidos. E assim estamos no caminho para sermos pessoas de meio-termo. É perfeito, não é? Nunca vamos fazer coisas geniais, mas também não nos vamos chatear muito, nem ninguém a nós.

Eu não quero isso e vou lutar contra isso, mas a maior mensagem que vos posso dar é: não sei se vou conseguir vencer, não sei. Mas vou tentar sempre. Mas vou acreditar sempre. Mas vou contestar sempre. Só não vou criticar nem os motivadores, nem os pessimistas, pois aprendo com todos. O erro não é de nenhum deles, é dos que não têm opinião própria suficiente para filtrar o que cada um tem para lhes dar.

Desculpem o ritmo desenfreado e as posições vincadas, precisava libertar isto de mim, para continuar nos meus pequenos projectos, que não me alegram com a governação, mas dão-me alento para não atirar os braços e só ver o cinzento. Ele existe, contudo experimentem dar-lhe uns traços de verde em cima e verão como combinam bem as cores. Um bem-haja aos optimistas, aos pessimistas e a mim, que sou uma união dos dois.

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